Mais de 5.000 pessoas já morreram na repressão aos protestos no Irão
- 23/01/2026
O balanço mais recente de mortos foi divulgado pela Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, indicou que 4.716 das vítimas mortais eram manifestantes, 203 estavam ligados ao Governo, 43 eram crianças e outros 40 civis que não participavam nos protestos.
A agência acrescentou que mais de 26.800 pessoas foram detidas, um número que continua a aumentar, numa campanha realizada pelas autoridades.
Os números do grupo de direitos humanos têm sido precisos em distúrbios anteriores no Irão e dependem de uma rede de ativistas no país para verificar as mortes. Este número de mortos supera o de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irão em décadas e faz lembrar o caos que envolveu a Revolução Islâmica de 1979.
A dificuldade em obter informações do Irão persiste devido ao corte do acesso à internet por parte das autoridades em 08 de janeiro.
Há ainda o escalar das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, à medida que um grupo de porta-aviões norte-americanos se aproxima do Médio Oriente.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, comparou o grupo de porta-aviões a uma "armada" em declarações aos jornalistas na noite de quinta-feira.
Os analistas dizem que um aumento da presença militar poderia dar a Trump a opção de realizar ataques, embora até agora o tenha evitado, apesar dos repetidos avisos a Teerão.
O procurador-geral do Irão, Mohammad Movahedi, negou hoje uma alegação de Trump de que a sua intervenção até à data teria interrompido a execução de 800 prisioneiros detidos nas manifestações, classificando os seus comentários como falsos, segundo a agência de notícias do poder judicial iraniano, Mizan.
"Esta alegação é completamente falsa. Este número não existe, nem o poder judicial tomou qualquer decisão nesse sentido", disse Movahedi, segundo a Mizan.
Isto levanta novamente dúvidas sobre a possibilidade de execuções em massa como resultado dos protestos em todo o país. As autoridades já afirmaram que alguns detidos enfrentam acusações de pena de morte.
Trump afirmou que as execuções em massa e o assassinato de manifestantes pacíficos são linhas vermelhas para um possível ataque militar dos Estados Unidos ao Irão.
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