Mais de 3 milhões de deslocados sudaneses regressaram a casa até novembro

  • 26/01/2026

Desde 15 de abril de 2023, o Sudão está mergulhado numa guerra devastadora entre o exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês).

 

O conflito fez dezenas de milhares de mortos e provocou uma grave crise humanitária.

No auge dos combates, cerca de 14 milhões de pessoas foram forçadas a fugir, tanto no interior do país como para o estrangeiro.

Num relatório divulgado hoje, a agência para as migrações das Nações Unidas estima que cerca de 3,3 milhões de sudaneses tinham regressado às suas localidades até ao final de novembro de 2025.

Esta aceleração dos regressos ocorreu após uma vasta ofensiva lançada pelo exército no final de 2024 para reconquistar regiões do centro do país que tinham caído nas mãos das RSF. A campanha culminou com a retoma de Cartum, a capital, em março de 2025, incentivando muitas famílias a regressar.

Segundo a OIM, mais de três quartos das pessoas que regressaram eram deslocados internos, enquanto 17% voltaram a partir do estrangeiro.

Cartum registou o maior número de regressos, com cerca de 1,4 milhões de pessoas, seguida pelo estado de Al-Jazira (centro), onde quase 1,1 milhões de pessoas regressaram.

No início deste mês, o Governo aliado ao exército anunciou a intenção de regressar à capital, após quase três anos a operar a partir de Porto Sudão, cidade do mar Vermelho situada no leste do país. Desde a reconquista, foram iniciados trabalhos de reconstrução em Cartum.

Embora Cartum e várias cidades controladas pelo exército no centro e no leste do país estejam a registar uma diminuição relativa dos combates, as RSF continuam a realizar ataques esporádicos com 'drones', visando nomeadamente infraestruturas.

Noutras regiões, os combates intensificam-se: no sul, os paramilitares avançaram ainda mais na região do Cordofão, depois de terem conquistado, em outubro passado, o último bastião do exército no Darfur (oeste).

Após a tomada de Al-Fashir, capital do Darfur do Norte, pelos paramilitares, surgiram relatos de massacres, violações, raptos e pilhagens, levando o Tribunal Penal Internacional (TPI) a abrir uma investigação formal sobre alegados crimes de guerra cometidos por ambas as partes.

Leia Também: Especialistas alertam para "risco de violência em massa" no Sudão do Sul

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2926458/mais-de-3-milhoes-de-deslocados-sudaneses-regressaram-a-casa-ate-novembro#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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