Mais 500 mil pessoas protestam em Istambul contra "genocídio" em Gaza

  • 02/01/2026

O protesto foi organizado pela Aliança para a Humanidade e Plataforma da Vontade Nacional, com a participação de mais de 400 organizações da sociedade civil e partidos políticos, incluindo o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder, e o envolvimento direto de Bilal Erdogan, filho do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

 

O ministro da Justiça, Yilmaz Tunç, e o ministro do Comércio, Ömer Bolat, também participaram na marcha, que decorreu sob o lema "Não nos intimidarão. Não seremos silenciados. Não esqueceremos a Palestina", em direção à histórica Ponte Gálata, após orações durante a madrugada em várias mesquitas da cidade.

Bolat acusou Israel de "genocídio" do povo palestiniano, segundo o jornal turco Hürriyet.

"O povo de Istambul está hoje a fazer um importante apelo ao mundo em defesa dos direitos humanos e da justiça. Como podem ver, estamos a rezar juntos. Mais de meio milhão de pessoas reuniram-se, apesar do frio hoje em Istambul", destacou.

Em declarações à imprensa, Bilal Erdogan comentou que 2026 começou com orações pela Palestina e acrescentou que as reuniões nas mesquitas na primeira manhã do ano tiveram um profundo significado espiritual.

"Por um lado, estamos a rezar pelos oprimidos na Palestina. Por outro lado, claro, estamos a homenagear os nossos mártires. Ao mesmo tempo, estamos todos a rezar juntos para que 2026 traga bênçãos para toda a nossa nação e para o povo palestiniano oprimido", declarou o filho do Presidente turco, reforçando que o que está a acontecer na Faixa de Gaza não é uma guerra, mas um genocídio.

Recep Tayyip Erdogan é um dos mais acérrimos críticos do Governo israelita, que acusa repetidamente de cometer genocídio na Faixa de Gaza e chegou a afirmar que o grupo islamita palestiniano Hamas é um movimento de resistência legítimo.

A Turquia foi um dos primeiros países do mundo a reconhecer Israel e, durante décadas, foi um dos seus parceiros comerciais e aliados políticos mais próximos, mas, devido à ofensiva militar na Faixa de Gaza, as relações entre os dois países arrefeceram consideravelmente.

A Turquia foi ainda, a par do Qatar e do Egito, um dos países mediadores do último acordo de cessar-fogo promovido pelos Estados Unidos entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

A trégua entrou em vigor em 10 de outubro e contemplou a troca de reféns e prisioneiros, a retirada parcial das forças israelitas do enclave palestiniano e o acesso de ajuda humanitária ao território.

No entanto, a transição para a segunda fase nas negociações está paralisada, com Israel e o Hamas a acusarem-se mutuamente de sucessivas violações do acordo.

Israel alega também que aguarda a devolução do corpo do último dos reféns mantidos na Faixa de Gaza antes de voltar ao diálogo com os mediadores internacionais.

A segunda fase do plano da Casa Branca prevê o desarmamento dos combatentes islamitas, a continuação da retirada do exército israelita, o estabelecimento de uma autoridade de transição e o destacamento de uma força internacional de estabilização.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

Desde os ataques liderados pelo Hamas, a violência disparou também na Cisjordânia ocupada, em simultâneo com a expansão dos colonatos israelitas.

Segundo dados das Nações Unidas, mais de mil palestinianos foram mortos em dois anos no território por colonos radicais e forças de segurança israelitas.

Leia Também: Federação Internacional de Jornalistas contabiliza 128 mortos em 2025

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2912357/mais-500-mil-pessoas-protestam-em-istambul-contra-genocidio-em-gaza#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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