"Maior presente": Lois e o pote velho que afinal era tesouro inesperado

  • 29/01/2026

Um pote de cerâmica de 114 litros ficou esquecido no jardim de Lois Jurgen durante quase 30 anos. O marido, falecido em 2022, usava-o como uma mesa improvisada quando faziam churrascos para a família, mas, na maior parte das vezes, nem se lembrava que existia.

 

A 10 de janeiro esse pote foi leiloado por 32 mil dólares (cerca de 27 mil euros).

"Eu não conseguia acreditar", disse Jurgen, que completou o seu 91.º aniversário no dia da venda. "Foi o maior presente que alguma vez tive nos meus anos", brincou.

Os potes de cerâmica, note-se, eram o equivalente aos frigoríficos dos dias de hoje, servindo para preservar a comida.

Lois tinha passado os últimos meses a livrar-se da tralha que tinha acumulado em casa ao longo dos anos. Aliás, já no verão tinha feito uma venda de garagem onde, inclusive, tinha planeado pôr o pote.

"Era demasiado pesado para nós o levarmos", recordou Jurgens ao The Washington Post, referindo-se a si e à sua filha, que a ajudou na altura. "Portanto, decidimos só que não nos íamos preocupar com isso".

E o pote lá ficou, no mesmo canto que tinha ocupado no jardim de Lois durante 30 anos, até que, no início deste mês viu um anúncio no jornal sobre um leilão que iria acontecer em breve para a venda de antiguidades e colecionáveis. Entre os items listados, estavam potes Redwing - a mesma marca do de Jurgens.

A idosa não perdeu tempo e ligou para a Bramer Auction & Realty. Do outro lado, Ken Bramer, o dono, atendeu e voluntariou-se para passar pela casa de Jurgen para tirar algumas fotos do pote e meter no seu site e nas redes sociais.

Assim que o viu, Bramer exclamou: "Ó meu Deus! Este é um bom!".

Jurgen disse a Bramer que estava preparada para vender o pote por 20 dólares e que ficaria contente se conseguisse um bocadinho mais do que isso.

"Ela estava à espera de conseguir 100 dólares", acrescentou Bramer já depois da venda. Em euros, seria pouco mais de 80 euros.

O próprio, no entanto, também não tinha noção da peça que tinha em mãos.

O pote, da Red Wing Stoneware, terá sido manufaturado entre 1877 e 1900. Em termos de altura, chega quase ao joelho; tem pegas moldados de lado e uma borboleta desenhada em azul cobalto, acompanhada com a estampa da empresa em dois sítios distintos.

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© Bramer Auction and Realty/Facebook  

Ao contrário dos modelos posteriores, com acabamentos suaves em zincos, o pote de Jurgen tem um acabamento em sal e, por isso, uma textura mais rugosa. Tem algumas rachas e um pedaço do topo está partido - mas tendo em conta os anos a enfrentar os elementos, está em boas condições.

Talvez por isso, quando as fotografias de Bramer chegaram às redes sociais, o homem tenha sido completamente inundado por chamadas e mensagens de todos os cantos do país a perguntarem sobre o pote.

"Eu estava a receber chamadas de colecionadores de todo o lado nos Estados Unidos. Eu sabia que era uma boa peça, mas não sabia o quão boa era", confessou.

As ofertas no dia do leilão começaram nos mil dólares - e, a partir daí, escalaram.

"As pessoas começaram a dizer preços que nem loucos", recordou Bramer, cujo pote mais caro que tinha vendido à época fora de 5.800 dólares (aproximadamente 4.800 em euros).

"As pessoas estavam-se a levantar na audiência, e todos tinham câmaras na mão, a tirar fotos e vídeos daquilo [do pote]... É algo que não acontece todos os dias."

A guerra de ofertas terminou quando um colecionador no Kansas ofereceu uns estonteantes 32 mil dólares pelo pote.

Uma hora depois, Jurgens, que tinha estado num funeral, chegou ao local do leilão com a filha, sem saber que o seu item já tinha sido vendido - e por quanto.

"Eu parei o leilão e perguntei à Lois se ela vinha à frente [do palco]. Apresentei-a à audiência e disse: ‘Esta é a jovem que tinha o pote no jardim’" e perguntou-lhe por quanto é que ela achava que tinha sido vendido.

"Eu espero que tenhas conseguido 100 dólares", respondeu, ingenuamente.

"Acho que conseguimos um bocadinho melhor", brincou Brammer, que não prolongou muito a ‘tortura’ e contou a Lois os ganhos.

"Ela meio que ficou com joelhos fracos", contou Brammer, recordando o momento.

Jurgens não esconde que ficou - e ainda está - incrédula.

"A situação toda deixou-me em choque. Grata, mas em choque", confessou a mulher, acrescentando que teria sido "divertido" ter partilhado o momento com o falecido marido.

Ele, disse Lois, teria adorado saber que a sua fiel mesa (improvisada) de churrasco era um, na verdade, um tesouro escondido.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2928916/maior-presente-que-tive-vende-pote-por-27-mil-euros-no-dia-de-anos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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