Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

  • 30/01/2026

Luigi Mangione, acusado de assassinar o diretor-executivo da seguradora norte-americana United Healthcare, não vai enfrentar a pena de morte pelo alegado crime. A decisão foi tomada esta sexta-feira por um juiz federal distrital. 

 

Segundo avança a imprensa norte-americana, a juíza Margaret M. Garnett rejeitou duas das quatro acusações federais contra Mangione: "homicídio com recurso a arma de fogo, que prevê a pena de morte, e um crime relacionado com porte de arma". 

A juíza considerou que as acusações eram "incompatíveis" com as duas acusações de perseguição que Mangione enfrenta.

Mangione, de 27 anos, já se declarou incodente das acusações de homicídio, porte de arma e perseguição, mas enfrenta ainda duas acusações federais de perseguição que lhe podem valer uma pena máxima de prisão perpétua.

Também continua a ser processado por homicídio noutro processo no estado de Nova Iorque, no qual também enfrenta uma pena de prisão perpétua.

A decisão impede a tentativa da administração Donald Trump de ver Mangione executado pela morte do presidente da UnitedHealthcare, Brian Thompson, que descreveu como um "homicídio premeditado e a sangue frio que chocou os Estados Unidos".

Thompson, 50 anos, foi morto a tiro em 04 de dezembro de 2024, quando caminhava para um hotel em Manhattan para a conferência anual de investidores do grupo UnitedHealth.

Vídeos de vigilância mostraram um atirador mascarado a disparar contra Thompson pelas costas, de acordo com a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).

Segundo a acusação, Mangione agiu por vingança contra o setor das seguradoras e deixou mensagens escritas na munição utilizada.

Foi detido cinco dias depois num restaurante na Pensilvânia.

Mangione declarou-se inocente, mas a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar numa pena que varia entre 15 anos e prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.

Foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou aplicar a pena de morte no segundo mandato do Presidente Donald Trump.

O líder republicano regressou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais depois de terem sido interrompidas sob a presidência do antecessor, Joe Biden.

A juíza Margaret Garnett, nomeada por Biden, anunciou a decisão após uma série de requerimentos judiciais da acusação e da defesa nos últimos meses.

Leia Também: Finge ser agente do FBI para soltar Mangione e ameaça... com corta-pizzas

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2929651/luigi-mangione-nao-podera-ser-condenado-a-pena-de-morte#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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