Líder supremo do Irão compara recentes protestos a um "golpe de Estado"

  • 01/02/2026

Os manifestantes "atacaram a polícia, edifícios governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e queimaram o Alcorão (...) foi um verdadeiro golpe de Estado", criticou Khamenei, garantindo que a tentativa tinha "falhado".

 

"A recente sedição não foi a primeira em Teerão, e não será a última. Tais incidentes poderão repetir-se", acrescentou.

O líder discursava em Teerão aos fiéis por ocasião do 47.º aniversário do regresso ao Irão do Imam Khomeini, o pai fundador da República Islâmica, em 1979, a quem sucedeu 10 anos depois.

Os americanos "querem recuperar o controlo deste país", como antes sob a monarquia, disse Ali Khamenei.

"Eles controlavam os recursos. Controlavam o petróleo. Controlavam a política (...) tudo lhes pertencia", insistiu o líder supremo.

O Irão já tinha sido abalado em 2009 por manifestações contra a reeleição do então Presidente Mahmoud Ahmadinejad, depois em 2019 contra o preço dos combustíveis e em 2022 após a morte em detenção de Mahsa Amini.

Estas manifestações, que começaram no final de dezembro antes de ganhar intensidade em 08 de janeiro e serem reprimidas, causaram mais de 3.000 mortes, segundo o balanço oficial.

As autoridades iranianas afirmam que a grande maioria das vítimas são membros das forças de segurança ou transeuntes mortos por "terroristas".

A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirma ter confirmado 6.713 mortes, incluindo 137 crianças, e está a investigar mais de 17.000 mortes [potencialmente] adicionais.

Khamenei afirmou também hoje, como a Lusa noticiou, que qualquer ataque norte-americano contra o seu país desencadeará "uma guerra regional", num momento em que o Presidente americano, Donald Trump, ameaça recorrer à força contra Teerão.

Desde a Revolução que afastou a dinastia Pahlavi, um aliado chave dos Estados Unidos, do poder, os dois países deixaram de manter relações diplomáticas.

"Os americanos devem saber que se declararem uma guerra, esta será uma guerra regional", declarou Ali Khamenei, decisor último no Irão, citado pela agência Tasnim.

Os Estados Unidos já realizaram bombardeamentos contra o Irão durante uma guerra de 12 dias, em junho, desencadeada por Israel.

Entretanto, a Guarda Revolucionária iraniana assegurou que as Forças Armadas do país estão totalmente preparadas e contam com "planos de ação" para responder a qualquer atividade hostil dos inimigos.

"As Forças Armadas iranianas contam com planos de ação para qualquer cenário hostil", disse o porta-voz do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (CGRI), o general de brigada Ali Mohammad Naeini, segundo informou a agência Mehr.

Naeini indicou que todos os movimentos dos EUA, que deslocaram uma grande frota para perto das águas do Irão no golfo Pérsico, estão a ser monitorizados.

O subcomandante da Guarda, Ahmad Vahidi, assinalou, por outro lado, que a presença de grupos de combate norte-americanos na região faz parte de uma operação psicológica destinada a gerar um clima de guerra e assegurou que o Irão não cairá nesta armadilha, noticiou a Mehr.

Os Estados Unidos destacaram para o Médio Oriente uma frota liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, juntamente com o grupo de escolta, no âmbito das ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar se Teerão não negociar um acordo sobre o programa nuclear.

Leia Também: Irão diz que qualquer ataque dos EUA desencadeará "guerra regional"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2930510/lider-supremo-do-irao-compara-recentes-protestos-a-um-golpe-de-estado#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes