Líder do PKK alega "tentativa de sabotagem" do processo de paz na Turquia
- 18/01/2026
Öcalan "vê esta situação como uma tentativa de sabotar o processo de paz e o estabelecimento de uma sociedade democrática", afirmou a delegação do partido DEM, o terceiro maior partido do parlamento turco pró-curdo.
A delegação visitou o fundador do PKK - organização política militante curda e grupo guerrilheiro armado sediado principalmente nas regiões montanhosas de maioria curda do sudeste da Turquia, norte do Iraque e nordeste da Síria - que está preso em Istambul desde 1999.
Segundo membros do DEM, que afirmaram ter passado "duas horas e meia" com Abdullah Öcalan, conhecido como "Apo" pelos seus apoiantes, o líder do PKK "reafirmou o seu compromisso com o processo de paz e sociedade democrática e indicou que o objetivo de 27 de fevereiro se mantém válido", tendo pedido que fossem "tomadas as medidas necessárias para avançar".
O líder do PKK pediu, a 27 de fevereiro de 2025, que o movimento se dissolvesse e depusesse as armas para pôr fim a mais de quatro décadas de lutas que causaram a morte de pelo menos 50.000 pessoas, respondendo assim a uma iniciativa de Ancara.
Na sequência deste apelo, o PKK declarou, a 01 de março do ano passado, um cessar-fogo unilateral, comprometendo-se a não realizar ações armadas a menos que fosse atacado.
O comando militar do PKK já tinha denunciado anteriormente uma tentativa de "minar o cessar-fogo" com Ancara durante a ofensiva de Damasco contra os dois últimos bairros curdos de Alepo, a segunda maior cidade da Síria.
As autoridades sírias decidiram, na semana passada, transferir combatentes entrincheirados no bairro curdo de Sheikh Maqsoud e Ashrafueh, em Alepo, para a zona autónoma curda mais a leste, depois de terem assumido o controlo do bairro.
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