Líder do Hezbollah adverte que guerra contra Teerão incendiaria a região
- 26/01/2026
Naim Qassem lembrou que o Irão advertiu, também hoje, contra uma intervenção norte-americana após o recente movimento de contestação reprimido com violência, numa altura em que os Estados Unidos reforçam a sua presença na região, com a chegada prevista de um porta-aviões.
"Estamos envolvidos [...] e seremos visados por uma eventual agressão", afirmou Qassem, considerando que o Hezbollah também poderá ser atacado.
O grupo islamista, acrescentou, está "determinado a defender-se" e "escolherá, no momento oportuno, a forma de agir, se intervirá ou não". "Mas não somos neutros".
O líder do Hezbollah discursava durante uma concentração organizada em Beirute para apoiar o Irão "face às ameaças norte-americanas e israelitas".
O discurso foi transmitido em direto perante centenas de apoiantes reunidos nos subúrbios do sul de Beirute e no leste e no sul do Líbano, que exibiam retratos do guia supremo, o ayatollah Ali Khamenei, entoando palavras de ordem como "Morte à América".
O dirigente da formação libanesa advertiu que uma "guerra contra o Irão incendiaria, desta vez, a região".
Um eventual assassínio do ayatollah Ali Khamenei, no poder desde 1989, "seria também dirigido contra nós, e teremos total liberdade para agir da forma que considerarmos adequada", insistiu.
Qassem acrescentou que a sua formação foi abordada, nos últimos dois meses, por emissários que tentaram obter "um compromisso do Hezbollah de não intervir" em caso de guerra com o Irão.
O Hezbollah saiu fragilizado de um conflito sangrento com Israel que terminou em novembro de 2024. O movimento não interveio durante a guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025.
Apesar de um cessar-fogo, Israel prossegue ataques regulares contra bastiões do movimento e os seus militantes, acusando-o de tentar rearmar-se.
O exército libanês anunciou, no início de janeiro, ter concluído o desarmamento do Hezbollah entre a fronteira israelita e o rio Litani, a cerca de 30 quilómetros mais a norte.
As forças armadas devem agora alargar a aplicação do plano ao resto do território libanês, numa altura em que o Hezbollah se recusa a entregar as suas armas a norte do rio.
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