Líbia e Itália reforçam cooperação no controlo de migrações no Mediterrâneo
- 10/02/2026
Ambos os lados enfatizaram a importância de "desenvolver mecanismos de cooperação conjunta" e "trocar experiências" para fortalecer a estabilidade e a paz, segundo o comunicado após reunião em Tripoli.
A Líbia é o principal ponto de partida para os migrantes que se dirigem para as costas europeias através da rota do Mediterrâneo Central.
Em outubro, o governo italiano renovou o acordo de 2017 com as autoridades líbias para conter a imigração no Mediterrâneo, apesar dos inúmeros relatos de maus-tratos, agressões e tiroteios no mar.
Também hoje, cerca de 53 migrantes, incluindo dois bebés, morreram ou desapareceram quando um bote insuflável com aproximadamente 55 pessoas a bordo se afundou ao largo da costa da Líbia, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Desde o início do ano até 07 de fevereiro, cerca de 781 migrantes (666 homens, 86 mulheres e 29 crianças) foram intercetados e devolvidos à Líbia.
Além disso, 56 pessoas foram dadas como mortas ou desaparecidas entre 01 e 07 de fevereiro, segundo o relatório semanal da OIM.
Na visita oficial à Líbia, Piantedosi reuniu-se também com o primeiro-ministro Abdelhamid Dbeiba, que reiterou que o país norte-africano "rejeita tornar-se um país de acolhimento ou residência permanente para migrantes", informou o gabinete do governo de Tripoli em comunicado.
Dbeiba realçou que a gestão da questão migratória exige um "compromisso coletivo" dos países de origem, de trânsito e de destino, e exige o cumprimento efetivo e direto das suas obrigações políticas, financeiras e técnicas.
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