Libertado vice de associação angolana de taxistas acusado de terrorismo
- 08/01/2026
Rodrigo Luciano Catimba estava detido desde agosto de 2025, acusado pela Procuradoria-Geral da República de crimes que incluíam terrorismo, associação criminosa, instigação pública ao crime, participação em motim, atentado contra a segurança dos transportes e promoção de vandalismo, no contexto da greve dos taxistas que resultou em motins e várias mortes em Luanda.
O mandado de soltura, datado de 05 de janeiro, indica que os autos foram arquivados, sem continuação do processo penal. Uma decisão que para a defesa confirma que não existiam provas suficientes para manter a acusação.
"O arquivamento significa claramente que houve, no início, enormes excessos e uma abordagem completamente disparatada por parte das autoridades", afirmou à Lusa o advogado Francisco Muteka.
Muteka anunciou que vai avançar com um processo judicial contra o Estado angolano, visando obter responsabilização por cada noite que o seu constituinte passou na cadeia e pelos prejuízos causados à sua imagem e reputação.
A greve dos taxistas convocada pela ANATA e outras associações entre 28 e 30 de julho de 2025 tinha como objetivo contestar o aumento do preço dos combustíveis, mas rapidamente evoluiu para distúrbios, atos de vandalismo e pilhagens.
No final, cerca de 30 pessoas morreram, mais de 200 ficaram feridas e mais de 1.200 foram detidas, incluindo oito dirigentes de associações de taxistas e mototaxistas, suscitando críticas de organizações dos direitos humanos face à reação das autoridades angolanas.
Segundo Francisco Muteka, todos estarão já livres ou prestes a serem libertados.
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