Libertadas 15 chinesas vítimas de escravatura e exploração em Espanha
- 24/01/2026
Segundo um comunicado da polícia, sete detidos ficaram em prisão preventiva. Os suspeitos são 13 cidadãos chineses e um espanhol, tendo 12 sido presos nas ilhas Baleares e dois em Barcelona (leste).
"As vítimas foram sujeitas a um regime de escravatura, tinham de estar sempre disponíveis e foram forçadas a prestar serviços em casa", acrescentou a polícia.
As mulheres eram obrigadas a trabalhar "24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de movimentos e sem possibilidade de recusar qualquer cliente".
De acordo com as autoridades, algumas das mulheres já estavam em Espanha quando foram apanhadas por esta rede, enquanto outras viajaram da China "depois de aceitarem alegadas ofertas de emprego como massagistas para fins terapêuticos, com um salário de cerca de 2.000 euros por mês, ou como cozinheiras ou ajudantes domésticas".
A rede lucrava não só com a exploração sexual, mas também com a venda de estimulantes e drogas a clientes, segundo a mesma fonte.
Com o rendimento desta exploração, "o dinheiro era enviado a cidadãos chineses responsáveis por transformá-lo em yuan, e os fundos eram depois depositados em contas bancárias na China".
A investigação foi iniciada graças a duas denúncias anónimas e ao testemunho "crucial" de uma das vítimas que conseguiu escapar e afirmou ter sido agredida sexual e fisicamente, segundo a polícia.
A organização não-governamental Our Rescue contribuiu para a operação.
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