Lavrov diz que empresas sofrem pressões para sair de mercado venezuelano
- 05/02/2026
As pressões, segundo Lavrov, começaram após a operação militar norte-americana realizada na Venezuela, a 03 de janeiro, em que foram capturados o líder venezuelano Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores.
"Estão a ser feitas tentativas abertas para expulsar as nossas empresas da Venezuela", afirmou Lavrov, numa entrevista à estação pública RT, ao responder a uma pergunta sobre a política da administração norte-americana no país latino-americano.
O chefe da diplomacia russa acrescentou que as tentativas de afastar a Rússia para ocupar o seu espaço nos mercados globais não são casos isolados.
"A Índia está proibida de comprar petróleo russo. Pelo menos foi isso que foi anunciado. Todos estão proibidos de o comprar. Tanto petróleo como gás. Em todo o lado dizem que o petróleo e o gás russos serão substituídos pelo petróleo e pelo gás natural liquefeito norte-americanos", denunciou Lavrov.
A 13 de janeiro, a empresa russa Roszarubezhneft, uma entidade estatal que gere os ativos petrolíferos da Rússia na Venezuela, afirmou, em comunicado, que continuará a cumprir plenamente as suas obrigações, em estreita cooperação com os seus parceiros internacionais.
Nas semanas seguintes, durante as quais vários petroleiros da chamada "frota fantasma" russa foram apreendidos, não houve mais comentários oficiais sobre o assunto.
A "frota fantasma" russa é composta por navios que normalmente navegam sem bandeira e sem seguro que permitem à Rússia exportar petróleo e gás apesar das sanções internacionais impostas desde a invasão da Ucrânia.
Leia Também: Brasil quer mais investimentos e comércio com a Rússia














