Israel saúda captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos
- 03/01/2026
"Israel celebra a retirada do ditador que liderava uma rede de droga e de terrorismo, espera que a democracia regresse ao país e que se mantenham as relações amigáveis entre os dois Estados", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, na rede social X.
O chefe da diplomacia israelita elogiou ainda a operação dirigida pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que "agiu como um líder do mundo livre".
Saar descreveu o dia de hoje como "um momento histórico", no qual Israel "está do lado do povo venezuelano, que ama a liberdade e que sofreu sob a tirania ilegal de Maduro".
"A América do Sul merece um futuro livre do eixo do terrorismo e das drogas", escreveu o ministro israelita.
Também em reação à operação militar dos Estados Unidos, o grupo radical palestiniano Hamas considerou-a um "atentado contra a soberania de um Estado independente".
Em comunicado, o Hamas disse que "é uma violação grave do direito internacional e um atentado contra a soberania de um Estado Independente", que também "representa uma ameaça direta à paz e à segurança internacionais".
Para o movimento islamita, a operação ordenada pelos Estados Unidos "é um prolongamento das injustiças políticas e das intervenções norte-americanas, que escondem ambições imperialistas".
Os Estados Unidos lançaram hoje "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito por Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
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