Israel revoga lei que impedia judeus de comprar terras na Cisjordânia
- 08/02/2026
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, juntamente com o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram que esta foi uma das medidas aprovadas hoje pelo Gabinete Político e de Segurança do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, segundo diversos meios da imprensa local.
"Estamos a aprofundar as nossas raízes em toda a terra de Israel e a enterrar a ideia de um Estado palestiniano", declarou Smotrich.
Na sexta-feira, as Nações Unidas (ONU) denunciaram operações israelitas que prenunciam a expulsão de centenas de palestinianos dos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou vários incidentes, como o que ocorreu em 12 de janeiro, quando as forças de segurança israelitas invadiram o campo de refugiados de Shufat e o bairro de Kafr Aqab, a norte de Jerusalém, e as imediações do campo de refugiados de Qalandia (Cisjordânia).
No total, 25 palestinianos foram detidos e 70 casas foram demolidas e, segundo a ONU, estas ações parece ser "preparativos para o desenvolvimento de vários colonatos em grande escala na área".
De acordo com o Alto Comissariado, estas operações militares são uma continuação de um padrão histórico que se intensificou desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.
As Nações Unidas verificaram que, desde o início da guerra em Gaza, as forças israelitas e os colonos mataram 1.054 palestinianos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Doze morreram em território israelita.
Durante o mesmo período, 62 israelitas morreram em ataques ou confrontos armados palestinianos, tanto na Cisjordânia como em Israel.
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