Israel expulsa diplomata da embaixada da África do Sul em Telavive
- 30/01/2026
"Na sequência dos ataques mentirosos da África do Sul contra Israel na cena internacional e da iniciativa unilateral e infundada tomada contra o encarregado de negócios de Israel na África do Sul (...) o mais alto representante diplomático da África do Sul (...) Shaun Edward Byneveldt, é declarado 'persona non grata' e deve abandonar Israel no prazo de 72 horas", indicou uma mensagem publicada na rede social X pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.
Na nota da diplomacia israelita é adiantado que, oportunamente, serão consideradas "outras medidas adicionais"
Hoje de manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano anunciou ter ordenado a expulsão do encarregado de negócios da Embaixada de Israel na África do Sul, o mais alto diplomata em Pretória, também no prazo máximo de 72 horas.
O ministério "informou o Governo do Estado de Israel da sua decisão de declarar Ariel Seidman, encarregado de negócios da Embaixada de Israel, 'persona non grata'", segundo um comunicado hoje divulgado.
A decisão "surge na sequência de uma série de violações inaceitáveis das normas e costumes diplomáticos, que constituem uma violação direta da soberania da África do Sul", prosseguiu o ministério.
"Estas violações incluem o uso reiterado das plataformas oficiais das redes sociais israelitas para lançar ataques insultuosos contra Sua Excelência o Presidente Cyril Ramaphosa, bem como a omissão deliberada de informar o ministério sobre alegadas visitas de altos responsáveis israelitas" ao país, acrescentou o comunicado da diplomacia sul-africana.
Nesse sentido, Seidman "é obrigado a abandonar a República no prazo de 72 horas", indicou o ministério, que exortou o Governo israelita a garantir, no futuro, que a sua diplomacia "dê provas do respeito devido à República" da África do Sul.
A 13 de novembro, uma mensagem publicada na conta da embaixada de Israel na rede social X suscitou reações negativas.
Reproduzindo uma declaração do chefe de Estado sul-africano -- "as políticas de boicote não funcionam" --, a embaixada escreveu: "Um raro momento de sabedoria e lucidez diplomática por parte do Presidente Ramaphosa".
O recente conflito na Faixa de Gaza, entre Israel e o grupo extremista palestiniano Hamas, teve uma forte repercussão na África do Sul, que alberga a maior comunidade judaica da África subsaariana e é considerada um dos mais firmes apoios da causa palestiniana.
Em novembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-africano, Ronald Lamola, denunciou "um plano manifesto para expulsar os palestinianos de Gaza, da Cisjordânia e das zonas circundantes", após a chegada ao aeroporto de Joanesburgo de cerca de 150 palestinianos sem carimbos de saída de Israel nos seus passaportes.
O avião, que transportava homens, mulheres e crianças, tinha descolado do aeroporto de Eilat, no sul de Israel, com destino a Nairobi, onde os passageiros embarcaram posteriormente num voo 'charter' para Joanesburgo.
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