Israel está a avançar para uma "anexação de facto" da Cisjordânia

  • 11/02/2026

"Israel continua a ser uma potência ocupante na Cisjordânia e, como tal, é contrário ao Direito internacional construir colonatos nessa região", declarou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão em conferência de imprensa, numa referência às novas medidas aprovadas pelo gabinete de segurança israelita que facilitam a compra de terras pelos colonos israelitas.

 

A Alemanha é considerada como o maior aliado de Israel na Europa.

O Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, exigiu também hoje uma "reação resoluta" por parte dos Estados Unidos e da comunidade internacional às medidas adotadas por Telavive.

Durante uma visita a Oslo, o líder da Autoridade Palestiniana disse ter discutido com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, essa decisão, bem como a violência dos colonos israelitas e o congelamento por Israel de quatro mil milhões de dólares (cerca de 3,37 mil milhões de euros, ao câmbio atual) para o povo palestiniano.

"Estas graves violações exigem uma resposta resoluta por parte da administração norte-americana e da comunidade internacional, pois prejudicam os esforços do Presidente [norte-americano Donald] Trump e constituem uma violação do Direito internacional", afirmou Abbas numa conferência de imprensa.

A Casa Branca reiterou na terça-feira a oposição da administração Trump à anexação da Cisjordânia por Israel.

Numa conferência de imprensa, a porta-voz da presidência norte-americana, Karoline Leavitt, disse que "Trump afirmou claramente que não apoia a anexação da Cisjordânia por Israel", acrescentando que "uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está alinhada com o objetivo do governo de alcançar a paz na região".

O ministro da Energia israelita tinha afirmado horas antes que as medidas adotadas pelo Governo de Telavive equivalem à implementação de uma "soberania 'de facto'".

As novas medidas "estabelecem, na verdade, o facto de que não vai existir um Estado palestiniano", disse Eli Cohen em declarações difundidas pela Rádio do Exército de Israel.

As medidas, aprovadas pelo Gabinete de Segurança do Governo liderado por Benjamin Netanyahu no domingo, alargam a autoridade de Israel sobre a utilização e planeamento de terrenos em áreas geridas pela Autoridade Palestiniana, facilitando aos colonos judeus a obrigação de os palestinianos cederem terrenos.

Outras medidas permitem a Israel administrar determinados locais religiosos, mesmo quando se situam em zonas sob controlo da Autoridade Palestiniana.

Também a União Europeia e as Nações Unidas condenaram estas medidas, sublinhando que as mesmas vão contra o Direito internacional.

Fora de Jerusalém Leste, ocupada e anexada por Israel, cerca de três milhões de palestinianos vivem na Cisjordânia, a par de mais de 500.000 israelitas instalados em colonatos considerados ilegais à luz do Direito internacional.

No ano passado, o crescimento dos colonatos judaicos na Cisjordânia atingiu um nível recorde desde o início do acompanhamento pelas Nações Unidas em 2017, indicou um relatório do secretário-geral da ONU.

Leia Também: Agência da ONU critica reforma israelita para ampliar colonatos

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2937577/israel-esta-a-avancar-para-uma-anexacao-de-facto-da-cisjordania#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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