Irmã de professora que morreu a proteger alunos interrompe julgamento

  • 15/01/2026

A irmã de uma professora que usou o corpo para defender os seus alunos durante um tiroteio na escola básica de Robb, em Uvalde, nos Estados Unidos da América, interrompeu esta quarta-feira o julgamento aos agentes de segurança presentes no momento, para lembrar a forma como a irmã morreu.

 

"Sabem quem deu o corpo às balas? Foi a minha irmã!", questionou emocionada Velma Duran, antes de ser retirada da sala de julgamento.

Velma é irmã de Irma Garcia, professora na escola onde no dia 24 de maio de 2022 um jovem abriu fogo. A docente é uma das 21 vítimas mortais do ataque, a par de 19 alunos.

A intervenção revoltada de Velma aconteceu no fim da intervenção do Sargento Joe Vasquez, um dos agentes que abateram o suspeito 80 minutos depois do início do ataque. A demora na sua atuação tem sido alvo de várias críticas, num processo que dura há mais de dois anos. 

Foi em maio de 2022 que Salvador Ramos entrou numa escola primária em Uvalde, no estado norte-americano do Texas, e matou 21 pessoas, das quais 19 crianças, e dois professores. As crianças tinham entre nove e 11 anos. 
 
O tiroteio, considerado um dos mais mortíferos da última década em escolas nos Estados Unidos (EUA), deixou não só a comunidade norte-americana em choque como também todo o mundo.

À data, foram muitas as críticas por parte da comunidade quanto à atuação da polícia, nomeadamente, em relação ao tempo que demoraram a travar o atirador. Note-se que, por cerca de 50 minutos, um grupo de 19 polícias esperou do lado de fora da sala pelas chaves e por equipamentos táticos. Enquanto isso, várias crianças ligaram repetidamente para o 911 a pedir ajuda.

Adrian Gonzales, o segurança na escola onde aconteceu o ataque, é acusado de ter esperado "que o mal já estivesse feito" para só depois entrar na escola e tentar travar o suspeito.

Está acusado de 29 crimes de abandono infantil pelos 19 alunos que morreram  e de mais 10 crianças que sobreviveram.

Velma Duran fez questão de estar presente no julgamento para mostrar a sua indignação por não ter sido apresentada nenhuma acusação em nome da sua irmã e de outra professora - Eva Meireles, de 44 anos - que também morreram no ataque.

"Há duas mulheres maravilhosas mortas, que deram o seu melhor para proteger as suas crianças. Elas não precisavam de um escudo, não precisavam de uma AR-15 ou de uma pistola, não precisavam de nada. Usaram-se a si próprias para proteger os alunos", afirmou a mulher, ao mesmo tempo que era encaminhada para o exterior da sala.

Segundo o NY Post, o juiz Sid Harle proibiu Duran de voltar à sala do tribunal durante o resto do julgamento.

Quem era o jovem que cometeu o massacre no Texas?

Salvador Ramos foi identificado como o único responsável pelo tiroteio. O jovem acabara de completar 18 anos, no passado dia 16 de maio, e estudava na Escola Secundária de Uvalde, na cidade onde também residia. 

Nas redes sociais, Salvador partilhava imagens de armas e munições. Salvador “agiu sozinho durante este crime hediondo” e morreu durante o tiroteio, afirmou a polícia, no entanto, não adiantou pormenores acerca das circunstâncias da morte. 

Salvador Ramos não tinha antecedentes criminais nem qualquer histórico de doença mental, embora tenha feito algumas ameaças nas redes sociais que não foram levadas a sério.

"Dois longos anos de dor". Famílias de vítimas de Uvalde chegam a acordo

O tiroteio que matou 19 crianças e dois adultos numa escola primária em Uvalde, nos Estados Unidos, aconteceu há quase dois anos. Crime chocou a comunidade, que critica a atuação da polícia.

Notícias ao Minuto | 19:53 - 22/05/2024

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2919738/irma-de-professora-que-morreu-a-proteger-alunos-interrompe-julgamento#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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