Iraque executa antigo responsável da segurança do regime de Hussein
- 09/02/2026
O Serviço Nacional de Segurança disse que Saadoun Sabri al-Qaisi, que detinha a patente de major-general sob o comando de Saddam Hussein e foi detido no ano passado, foi condenado por "crimes graves contra a humanidade", incluindo o assassinato do clérigo xiita iraquiano Mohammed Baqir al-Sadr, de membros da família al-Hakim (uma das mais influentes dinastias de clérigos xiitas e políticos) e de outros civis.
A agência de segurança não informou quando é que al-Qaisi foi executado.
Al-Sadr era um dos principais críticos do Governo secular baathista do Iraque e de Saddam Hussein (que presidiu o país entre 1979 e 2003), e a sua oposição intensificou-se após a Revolução Islâmica de 1979 no Irão, que aumentou os receios de Saddam de uma revolta liderada por xiitas no Iraque.
Em 1980, quando o Governo agiu contra os ativistas xiitas, al-Sadr e a sua irmã Bint al-Huda --- uma estudiosa religiosa e ativista que se manifestou contra a opressão governamental --- foram presos. Os relatos indicam que foram torturados antes de serem executados por enforcamento, a 08 de abril de 1980.
A execução provocou uma indignação generalizada na época e continua a ser um símbolo da repressão do regime de Saddam Hussein, que pertencia à minoria sunita do Iraque.
Desde a invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003, as autoridades têm perseguido antigos funcionários acusados de crimes contra a humanidade e de abusos contra opositores políticos e religiosos.
O Iraque tem enfrentado críticas de grupos de defesa dos direitos humanos pela sua aplicação da pena de morte.
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