Irão? Forças israelitas mantêm orientações de segurança no Médio Oriente
- 16/01/2026
Segundo o porta-voz das forças armadas, Effie Defrin, num vídeo dirigido aos cidadãos israelitas, não houve alterações nas diretrizes do Comando da Defesa Civil, o ramo militar responsável pela definição das normas de segurança.
"A nossa responsabilidade nas Forças de Defesa de Israel (FDI) é gerir a situação de forma ponderada, profissional e responsável", afirmou o porta-voz militar, referindo que o chefe do Estado-Maior "está a realizar avaliações de segurança contínuas com todas as agências relevantes"
Defrin reiterou que, nas últimas semanas, mas sobretudo nos últimos dias, o exército tem acompanhado de perto os acontecimentos na região, aludindo aos protestos no Irão e ao potencial ataque dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
Nas últimas semanas, as FDI "reforçaram as suas capacidades e aumentaram a prontidão em todas as fronteiras", disse o porta-voz, que aconselhou a população a basear as suas informações exclusivamente nos comunicados das forças armadas.
"Entendemos a sensação de incerteza e alerta que surgiu nos últimos dias, à medida que o discurso público e mediático se centra nos desenvolvimentos regionais. Isto é natural e totalmente compreensível", comentou, acrescentado que os israelitas serão informados "de forma clara e organizada" caso haja alterações de segurança.
As declarações de Defrin complementam as que foram feitas na quinta-feira pelo chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, que supervisionou pessoalmente a prontidão dos sistemas de defesa aérea, "após uma diretiva para aumentar o nível de prontidão" do país.
Israel mantém-se em estado de alerta, aguardando o rumo que os Estados Unidos vão tomar em relação ao Irão, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado atacar a República Islâmica, em resposta à repressão dos protestos que os iranianos têm vindo a realizar há mais de duas semanas.
No domingo, as autoridades iranianas alertaram que Israel e as bases norte-americanas seriam alvos legítimos caso Trump concretize uma intervenção militar.
Em 28 de dezembro, irromperam protestos em Teerão contra a elevada inflação e o colapso da moeda local, que se alastraram depois a mais de cem cidades do país.
As autoridades iranianas reprimiram duramente os protestos, ao mesmo tempo que bloquearam as ligações de Internet, com os balanços de várias organizações de direitos humanos a apontarem uma dimensão de milhares de mortos, feridos e detidos.
Israel bombardeou em junho de 2025 o Irão, visando instalações e cientistas ligados ao programa nuclear do regime de Teerão, desencadeando uma guerra de 12 dias que fez mais de 900 mortos na República Islâmica e outros 30 em território israelita.
No final deste conflito, os Estados Unidos bombardearam também as principais instalações nucleares do Irão, que respondeu com um ataque aéreo contra a base aérea norte-americana de al-Udeid, no Qatar.
As forças israelitas estão envolvidas em várias frentes no Médio Oriente desde os ataques liderados pelo grupo islamita palestiniano Hamas no seu território, em dezembro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
O enclave palestiniano vive um frágil cessar-fogo desde 10 de outubro do ano passado, mas o conflito envolveu entretanto aliados do Hamas apoiados pelo Irão no Médio Oriente.
Israel mantém posições militares no sul do Líbano, onde continua a bombardear alegados alvos do grupo xiita Hezbollah, apesar de uma trégua em vigor há mais de um ano, e também na Síria, no seguimento da queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2023.
Após o inicio da guerra na Faixa de Gaza, os rebeldes iemenitas Huthis, também apoiados por Teerão, lançaram ataques aéreos contra Israel e navios comerciais ligados a interesses israelitas, mas suspenderam as suas ações militares com o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
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