Holocausto está a ser distorcido para "alimentar antissemitismo"
- 26/01/2026
Num comunicado divulgado na véspera de se assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, Von der Leyen frisa que, três gerações após o regime Nazi ter assassinado seis milhões de judeus, a memória do Holocausto está a ser usada para "dividir, relativizar crimes e para alimentar o antissemitismo".
"Sejamos claros: nada pode jamais justificar que se distorça, minimize ou instrumentalize um dos capítulos mais sombrios da história da Europa", defende a presidente da Comissão Europeia.
Von der Leyen refere que, recentemente, se tem assistido "a um aumento de atos antissemitas em toda a Europa, obrigando muitos judeus a terem de esconder a sua identidade e a viver com medo".
"Isto é inaceitável", afirma.
Assegurando que a Comissão Europeia está "ao lado das comunidades judaicas europeias", Von der Leyen defende que a Europa "tem de ser um lugar seguro para os judeus e para as pessoas de todas as confissões".
"Continuamos a implementar a Estratégia da União Europeia (UE) de combate ao antissemitismo e de promoção da vida judaica, em conjunto com os Estados-membros da UE", refere, acrescentando que o executivo comunitário está também a "trabalhar para prevenir a radicalização, garantindo a proteção dos grupos vulneráveis 'online' e reforçando as medidas de segurança para proteger os espaços públicos e os locais de culto contra ataques".
A presidente da Comissão Europeia refere ainda que se está a chegar ao fim "da chamada 'era das testemunhas'", em que os últimos sobreviventes do Holocausto começam a desaparecer, e defende que, nesse contexto, a responsabilidade de todos aumenta.
"Devemos encontrar novas formas de relembrar as atrocidades, de contar a verdade sobre o que aconteceu e de aprender com o passado. Para esse fim, estamos a preservar os locais do Holocausto, a reforçar a sua visibilidade e o seu conhecimento entre gerações", diz.
Von der Leyen salienta que "a memória não é um dado adquirido" e depende de todos, defendendo que é necessário "transmitir as lições do Holocausto e construir uma Europa livre do antissemitismo e de todas as formas de ódio".
"Esta é a nossa responsabilidade partilhada e o nosso compromisso de longo prazo enquanto europeus", afirma.
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