Hezbollah substitui responsável pela segurança em reestruturação interna
- 07/02/2026
Wafiq Safa chefiava a Unidade de Ligação e Coordenação do Hezbollah há décadas, e não ficou imediatamente claro qual será a sua nova função dentro do grupo apoiado pelo Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).
A liderança do Hezbollah aceitou hoje a demissão de Safa, segundo uma das fontes ligadas ao grupo.
O outro responsável do Hezbollah disse que Safa foi substituído por Hussein Abdullah, cujo nome não é conhecido publicamente.
A mesma fonte acrescentou que a Unidade de Ligação e Coordenação viu recentemente algumas das suas atribuições reduzidas, tendo estas atribuições sido transferidas para outros departamentos dentro do grupo.
A medida surge numa altura em que o Hezbollah está a executar uma reestruturação interna após a guerra de 14 meses com Israel, que enfraqueceu o grupo e resultou na morte de grande parte da sua liderança política e militar.
Os meios de comunicação libaneses noticiaram que Safa foi alvo de ataques aéreos israelitas no centro de Beirute, em outubro de 2024, no auge da guerra entre Israel e o Hezbollah. Posteriormente, fez várias aparições públicas onde demonstrava estar ileso.
Safa é uma das figuras mais conhecidas do Hezbollah e liderou negociações indiretas no passado para trocas de prisioneiros entre o grupo libanês e Israel, as maiores das quais ocorreram em 2004 e 2008. Também serviu como mediador noutros casos relacionados com o grupo.
Em 2019, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a Safa e a dois deputados do Hezbollah.
Segundo os dados existentes, Safa nasceu em 1960 na aldeia de Zebdine, perto da cidade de Nabatieh, no sul do país. Juntou-se ao Hezbollah ainda jovem e permanece no grupo.
A mais recente guerra entre Israel e o Hezbollah começou em 08 de outubro de 2023, um dia depois de o Hamas ter atacado o sul de Israel, quando o Hezbollah lançou 'rockets' contra Israel em solidariedade com o Hamas.
Israel lançou um amplo bombardeamento ao Líbano em setembro de 2024, que enfraqueceu severamente o Hezbollah, seguido de uma invasão terrestre.
Apesar de um cessar-fogo, Israel prossegue ataques regulares contra bastiões do movimento e os seus militantes, acusando-o de tentar rearmar-se.
O exército libanês anunciou, no início de janeiro, ter concluído o desarmamento do Hezbollah entre a fronteira israelita e o rio Litani, a cerca de 30 quilómetros mais a norte.
As forças armadas devem agora alargar a aplicação do plano ao resto do território libanês, numa altura em que o Hezbollah se recusa a entregar as suas armas a norte do rio.
Leia Também: França defende que Líbano deve ter "os meios" para desarmar Hezbollah














