Grupos denunciam prisão de 100 membros do clero em protesto contra o ICE
- 24/01/2026
A associação Faith in Minnesota, que organizou a manifestação, publicou vídeos nas suas redes sociais que mostram a polícia a levar líderes religiosos enquanto, com um clima de quase 30 graus Celsius abaixo de zero (-20 Fahrenheit), eles rezavam ajoelhados e gritavam "ICE out!" ("Fora o ICE!").
"Mais de 100 líderes religiosos e clérigos foram detidos no Aeroporto MSP, enquanto se reuniam em resistência pacífica e em oração para exigir às companhias aéreas, especialmente a Delta e a Signature Aviation, que apoiem os habitantes do Minnesota e digam fora ao ICE do Minnesota", escreveu o grupo no Facebook.
O protesto faz parte de uma greve generalizada em Minneapolis, na qual sindicatos, grupos civis, trabalhadores, religiosos e cidadãos pediram um "apagão económico": não trabalhar, não ir à escola e não fazer compras, num dia que chamaram de "Dia da Verdade e da Liberdade" (Day of Truth & Freedom).
Os líderes religiosos denunciaram que mais de 2.000 deportações ocorreram desde o MSP, embora as autoridades não tenham confirmado esse número nem a quantidade de detidos.
"O ICE deteve funcionários no local de trabalho e enquanto se deslocavam. Isto tem de acabar", exigiu a Faith in Minnesota, que reúne representantes de várias religiões.
A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, a 07 de janeiro, de Renee Good, cidadã americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente do ICE quando conduzia o seu veículo, embora o governo de Donald Trump a acuse de "terrorismo interno".
Além disso, a detenção de vários menores, entre eles uma criança de cinco anos que permanece detida com o pai num centro de detenção em San Antonio, Texas, aumentou a indignação de muitos cidadãos que acusam o ICE de abuso.
Os centros de culto começaram a ganhar relevância após a detenção, esta semana, de três ativistas que protestavam numa igreja em Saint Paul, onde um responsável do ICE é pastor.
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