Governo anuncia regresso a Cartum após transferência devido à guerra
- 11/01/2026
"Estamos de volta (...), o governo da esperança regressa à capital nacional", declarou Kamel Idris aos jornalistas em Cartum, prometendo "melhores serviços" para os habitantes.
O conflito desencadeado em abril de 2023 entre o exército regular e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FSR), causou a morte de dezenas de milhares de pessoas e obrigou o Governo, aliado ao exército, a abandonar a capital e a retirar-se para Porto Sudão, no Mar Vermelho, erigida como capital provisória.
Na sexta-feira, data em que se cumpriram mil dias de guerra no Sudão, as Nações Unidas alertaram que cerca de 34 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária urgente no país, o que equivale a dois terços da população sudanesa.
"A magnitude do sofrimento é impressionante. Toda a região sofre as consequências colaterais da crise. Vale a pena repetir: o Sudão é a maior crise de deslocados do mundo, com 9,3 milhões de pessoas deslocadas dentro do país", disse Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), numa conferência de imprensa em Genebra.
Metade dos 34 milhões de sudaneses que necessitam de assistência urgente são crianças, acrescentou Ricardo Pires, porta-voz da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
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