G7 vai apoiar infraestruturas energéticas ucranianas (após ataques)
- 23/01/2026
O anúncio foi feito pelos dirigentes com tutela da energia do grupo dos sete países mais industrializadas do mundo, numa reunião organizada pela presidência rotativa da França pedida por Kyiv, com o objetivo "reforçar o apoio de emergência ao sistema energético ucraniano após a intensificação dos bombardeamentos russos".
Estes ataques "estão a privar a população ucraniana de eletricidade, água e aquecimento durante uma vaga de frio particularmente severa, criando intencionalmente uma crise humanitária", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, que condenou "a completa falta de vontade da Rússia em negociar de boa-fé para pôr fim ao conflito".
Na reunião, o chefe da diplomacia de Paris, Jean-Noel Barrot, saudou os contributos de todos os participantes, que ascendem a "várias centenas de milhões de euros de financiamento adicional para 2026 para o setor energético ucraniano e vários equipamentos que já estão a ser enviados".
Membros do governo ucraniano e a primeira-ministra do país, Yulia Svyrydenko, participaram na reunião, que foi copresidida pelo comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen.
Os contributos incluem cem geradores solares, com uma capacidade de 13 megawatts, que a França vai enviar nas próximas semanas.
Delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos estão reunidas nos Emirados Árabes Unidos, numa ronda de contactos trilaterais com vista a procurar um acordo para o conflito iniciado com a invasão russa em fevereiro de 2022.
Na quinta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou um acordo com os Estados Unidos sobre garantias de segurança a Kyiv para prevenir uma nova agressão russa em caso de acordo de paz, mas reconheceu que persistem divergências sobre o destino dos territórios ocupados por Moscovo.
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