FIV. Casal percebe que filha não é biologicamente sua e processa clínica
- 30/01/2026
Um casal da Florida, nos Estados Unidos da América, vai processar uma clínica de fertilização depois de terem dado à luz uma filha que dizem não ser biologicamente sua.
Tiffany Score e Steven Mills ficaram deliciados quando descobriram que iam ser pais. O casal recorreu à clínica em causa para ter um filho através de Fertilização In Vitro (FIV), há cinco anos.
O processo, recorde-se, incluiu a recolha de óvulos da mulher e de espermatozóides do homem, que são fecundados fora do seu corpo, e congelados para o dia em que, mais tarde, decidam que querem conceber. O casal decidiu fazê-lo em abril do ano passado e volvidos nove meses deram as boas-vindas a uma filha, noticia o News 4 Jax.
Porém, assim que tiveram a criança nos braços, desconfiaram que o Centro de Fertilidade de Orlando, tinha cometido um erro.
Score e Mills, que são ambos caucasianos, relatam na sua denúncia, que a aparência racial da criança indica que não é caucasiana. Determinados em descobrir a verdade, o casal disponibilizou-se para realizar testes genéticos, o que veio a comprovar a sua desconfiança.
Os dois deram entrada com um processo judicial no dia 22 de janeiro, alegando que estão a tentar, sem sucesso, entrar em contacto com a clínica.
O advogado da família, Jack Scarola, afirma que o casal se "apaixonou pela criança e que está feliz por poder criá-la". Porém, ambos temem que possa ser a filha de outra pessoa e que, mais cedo ou mais tarde, esta possa ser-lhes retirada.
Temem também que um dos três óvulos fecundados que congelaram possa ter sido implantado noutra pessoa.
Tiffany e Steven exigem que a clínica partilhe o que aconteceu com todos os outros pacientes que tinham embriões armazenados nas instalações durante o ano anterior ao nascimento de Score.
A par disso, querem que a IVF Life pague pelos testes genéticos de todas as crianças nascidas como resultado dos seus serviços nos últimos cinco anos.
"Esperamos poder continuar a criá-la nós mesmos, com a certeza de que ela não nos será tirada", afirmam os pais, que acrescentam, ainda: "Ao mesmo tempo, estamos cientes de que temos a obrigação moral de encontrar e notificar os seus pais biológicos, pois é do interesse dela que tenham a opção de criá-la como se fosse sua".
Um porta-voz da família disse que uma investigação sobre a situação está em desenvolvimento.
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