Filho do xá deposto do Irão faz apelo a forças de segurança
- 12/01/2026
"Os funcionários das instituições públicas, bem como os membros das forças armadas e de segurança, têm uma escolha a fazer: ficar ao lado do povo e tornarem-se aliados da nação, ou tornarem-se cúmplices dos assassinos do povo - e carregarem a vergonha e a condenação eternas da nação", escreveu Pahlavi na rede social X.
Dirigindo-se aos cidadãos iranianos "fora do Irão", enfatizou que "todas as embaixadas e consulados iranianos pertencem ao povo iraniano" e pediu que "os adornem com a bandeira nacional do Irão", referindo-se à bandeira utilizada pela antiga monarquia iraniana, derrubada pela Revolução Islâmica de 1979, em vez da atual bandeira da República Islâmica.
No sábado, em Londres, centenas de pessoas protestaram em frente à embaixada iraniana, e um homem conseguiu subir à varanda do edifício para substituir brevemente a bandeira da República Islâmica pela bandeira da monarquia.
No sábado, Pahlavi já tinha pedido aos manifestantes para "saírem todos às ruas", "com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".
"O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos", referiu.
Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: "Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", disse.
O Irão está a completar duas semanas de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo organizações não-governamentais, pelo menos 544 mortos devido à repressão das forças de segurança.
O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os aliados de provocarem este recrudescimento da violência.
Entretanto, o grupo de monitorização da cibersegurança Netblocks confirmou que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.
"Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares", escreveu a organização na rede social X.
Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.
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