Fechamento da principal rota marítima de escoamento do petróleo do Oriente Médio acende alerta nos mercados internacionais

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Fechamento de rota de petróleo acende alerta nos mercados internacionais O fechamento da principal rota marítima de escoamento do petróleo do Oriente Médio e a ameaça do Irã de explodir os navios que tentarem furar o bloqueio acenderam um alerta nos mercados internacionais. No Oriente Médio, petróleo é riqueza e arma de guerra. E, nesse campo, o Irã tem uma vantagem estratégica: o país controla a margem norte do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo comercializado no mundo. No outro lado, na porção sul, ficam Omã e Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico - onde estão cinco dos dez maiores produtores do mundo - ao Golfo de Omã. Os navios trafegam por rotas de 3 km de largura, em cada sentido. Uma navegação considerada desafiadora, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo. “Os navios têm que passar ali com muito cuidado, principalmente se tiver vindo um navio subindo e outro descendo. É onde passam praticamente todos os grandes petroleiros que vão se abastecer nos portos e refinarias desses países todos. Então, qualquer disrupção nesse caminho causa enorme preocupação”, afirma Roberto Ardenghy, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. Todos os dias, 18 milhões de barris passam por Ormuz - dez vezes mais do que o Brasil exporta. Países asiáticos são o principal destino. Um site de tráfego marítimo mostra que, agora, há poucas embarcações na área de travessia: são militares ou de carga. Diversos petroleiros estão vazios esperando para entrar no Golfo Pérsico. Do outro lado, navios carregados não conseguem deixar a região, como é o caso de um de bandeira japonesa. A linha tracejada mostra a rota que ele faria. Fechamento da principal rota marítima de escoamento do petróleo do Oriente Médio acende alerta nos mercados internacionais Jornal Nacional/ Reprodução O mercado mundial de petróleo é muito volátil e responde rapidamente a qualquer instabilidade. Fechar o Estreito de Ormuz é como fechar uma torneira. E, na dúvida sobre a disponibilidade do produto, o preço sobe. Os contratos futuros - o jeito mais usado para negociar petróleo, que, na prática, é acertar hoje o preço de uma entrega futura - dispararam mais de 6%. A busca por segurança fez o dólar subir e o ouro também. A bolsa de São Paulo fechou em alta, porque as empresas brasileiras de petróleo se valorizaram. “O mercado vai buscar lugares onde há potencial de lucro. Naturalmente, alguns países do Oriente Médio, não é o momento para se investir agora, e o mercado acaba procurando lugares em que exista essa possibilidade, lugares onde há espaço para um fluxo de dinheiro. E é o caso do Brasil”, afirma Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos. LEIA TAMBÉM Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas, ou mais' Apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã, aponta pesquisa Reuters/Ipsos Guarda Revolucionária do Irã afirma que inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros 'nem mesmo em casa' O que é e o que faz um aiatolá? 'Minhas pernas paralisaram', 'Pessoas correndo', 'Medo de estar aqui': brasileiros relatam insegurança após ataques entre EUA, Israel e Irã 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/02/fechamento-da-principal-rota-maritima-de-escoamento-do-petroleo-do-oriente-medio-acende-alerta-nos-mercados-internacionais.ghtml


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