Familiares exigem regresso do cadáver do último refém israelita em Gaza
- 14/01/2026
De acordo com o grupo de familiares da maioria dos cidadãos israelitas mantidos em cativeiro, o corpo do agente da polícia Ran Gvili permanece em Gaza e, por isso, o Governo de Israel deve recusar iniciar a segunda fase do cessar-fogo firmado em outubro do ano passado.
No dia 07 de outubro de 2023, o ataque contra Israel causou 1.200 mortos e 250 pessoas foram feitas reféns raptadas.
As famílias dos reféns israelitas citaram notícias que dão conta de que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se prepara para anunciar a próxima fase do cessar-fogo, que prevê a formação de um governo de transição em Gaza, sem o movimento islamita palestiniano Hamas, a retirada das tropas israelitas e o desarmamento do grupo.
A posição das famílias coincide com o anúncio dos negociadores palestinianos reunidos no Cairo, incluindo o Hamas, que indicaram estar "perto de um consenso" sobre o comité técnico que vai gerir o enclave na segunda fase do cessar-fogo, indicou a agência de notícias espanhola EFE.
Em comunicado, o Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a não avançar para a segunda fase até que o corpo de Ran Gvili "regresse a casa".
O cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro de 2025 entre o Hamas e Israel, está ainda na primeira fase e incluiu a libertação dos 48 reféns, "vivos e mortos", em Gaza.
As negociações para a segunda fase estão em curso há várias semanas.
O Hamas denunciou a dificuldade de encontrar os restos mortais do polícia israelita, referindo os escombros na Faixa de Gaza e a falta de equipamento para a realização de buscas.
A resposta militar de Israel contra o enclave fez 60 mil mortos, desde 2023, de acordo com o Hamas.
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