Ex-primeira-dama sul-coreana condenada a 20 meses de prisão por corrupção
- 28/01/2026
"A arguida é condenada a um ano e oito meses de prisão" por este primeiro crime, declarou o juiz Woo In-sung, do tribunal do distrito central de Seul.
Kim Keon-hee foi, no entanto, absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais.
A acusação tinha pedido 15 anos de prisão para Kim por corrupção e fraude.
Os escândalos em torno de Kim, de 53 anos, marcaram fortemente a presidência do marido, o conservador Yoon Suk-yeol, destituído após uma breve declaração de lei marcial no final de 2024, que aguarda na prisão a conclusão de vários julgamentos, um dos quais pode terminar com uma condenação à morte.
Kim Keon-hee, também detida, era acusada de manipulação do mercado acionista, interferência eleitoral, ter aceitado presentes luxuosos da Igreja da Unificação, mais conhecida como seita Moon, e cerca de 170.000 euros em subornos de empresários e políticos.
Durante as alegações em dezembro, a acusação afirmou que Kim se "colocou acima da lei", que cometeu "abusos de poder" e que tinha colaborado com a seita, violando "o princípio constitucional da separação entre religião e Estado".
A ex-primeira-dama alegou inocência e considerou as acusações "profundamente injustas", embora também tenha pedido desculpa por "ter causado problemas, apesar de ser uma pessoa sem importância".
"Quando reflito sobre o meu papel e as responsabilidades que me foram confiadas, parece-me óbvio que cometi muitos erros", reconheceu no final do julgamento.
Yoon Suk-yeol vetou três tentativas do Parlamento sul-coreano de abrir uma investigação contra a esposa, a última das quais em novembro de 2024, uma semana antes de decretar a lei marcial.
O epílogo do julgamento de Kim Keon-hee ocorre uma semana após a condenação a 23 anos de prisão, oito a mais do que o pedido pela acusação, do ex-primeiro-ministro de Yoon, Han Duck-soo, por cumplicidade no caso da lei marcial.
As investigações relacionadas com Kim resultaram ainda na prisão de Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, que afirma ter milhões de seguidores em todo o mundo e possui um imenso império económico.
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