EUA. Juiz proíbe governo de revistar aparelhos de jornalista após buscas

  • 22/01/2026

"O governo deve reter, mas não examinar, os dispositivos apreendidos pelas autoridades (...) até que o tribunal o autorize", escreveu o juiz William Porter na decisão divulgada na quarta-feira, referindo-se a uma disputa legal em curso sobre as buscas.

 

Em 14 de janeiro, a agência de investigação federal dos Estados Unidos, o FBI, efetuou buscas na residência de Hannah Natanson, no âmbito de uma investigação sobre fugas de informações importantes para a segurança nacional.

A jornalista estava em casa, na Virgínia (leste), perto de Washington, que se encontrava em casa quando os agentes entraram e apreenderam "o telefone, os dois computadores portáteis e um 'smartwatch' Garmin", disse o Washington Post.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, disse nas redes sociais que as buscas tinha acontecido "a pedido do Departamento de Guerra", porque a jornalista "estava a receber e a publicar informações confidenciais e ilegalmente divulgadas por um subcontratado do Pentágono".

Embora não seja invulgar que o FBI tente identificar fontes de jornalistas que publicam informações sensíveis, "é extremamente incomum e agressivo que as autoridades realizem uma busca à residência de um jornalista", observou o Washington Post.

O jornal "solicitou ao tribunal que ordene a devolução imediata de todos os dispositivos e impeça a sua utilização", segundo um comunicado.

"Qualquer outra decisão incentivaria futuras rusgas às redações e normalizaria a censura através de um mandado de busca", acrescentou o Washington Post.

Hannah Natanson escreve sobre a atividade do Governo de Trump e faz parte de um grupo de jornalistas que recebeu o Prémio Pulitzer em 2022 pela cobertura do ataque ao Capitólio, a 06 de janeiro de 2021, protagonizado por uma turba de apoiantes do atual chefe de Estado, que perdeu as eleições presidenciais de 2020 para o candidato democrata Joe Biden (2021-2025).

Os agentes do FBI disseram à jornalista não ser ela o alvo da investigação, que se centra em Aurelio Perez-Lugones, um administrador de sistemas de uma empresa de Maryland com uma autorização de segurança com acesso a "informações ultrassecretas", acusado de ter consultado e levado para casa relatórios confidenciais dos serviços secretos, noticiou o diário.

Perez-Lugones, que serviu na Marinha dos Estados Unidos durante 20 anos, entre 1982 e 2002, antes de trabalhar como subcontratado para o Pentágono desde então, foi detido no início de janeiro em Maryland (leste).

Em abril, Pam Bondi revogou um diploma do Governo Biden que impedia as autoridades de revistar os registos telefónicos de jornalistas para identificar funcionários do Governo que pudessem ter fornecido informações confidenciais a meios de comunicação social.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2923966/eua-juiz-proibe-governo-de-revistar-aparelhos-de-jornalista-apos-buscas#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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