Estados-membros aprovam hoje acordo entre União Europeia e Mercosul
- 09/01/2026
Numa primeira votação, pelos embaixadores dos Estados-membros junto da UE (Coreper), a proposta passou com os votos contra da França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria e a abstenção da Bélgica, não tendo sido formada uma minoria de bloqueio representando 65% da população da UE.
Se nenhum país se juntar entretanto ao lado dos 'contra', o procedimento escrito é encerrado com a aprovação do acordo que levou 25 anos a ser negociado.
O Mercosul é composto pela Argentina, Brasil, Paraguai (que assume atualmente a presidência) e Uruguai.
A fim de reforçar a UE e garantir que o bloco possa reagir rapidamente a perturbações do mercado, o acordo implica uma claúsula de salvaguarda (um 'travão de emergência'), com uma redução de 8% para 5% nas variações de preços em caso de desestabilização do mercado na Europa, mas também medidas de reciprocidade nas condições de produção, nomeadamente ambientais, e controlos reforçados.
As negociações para criar uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo começaram em 1999, lideradas pela Comissão Europeia, que tutela a política comercial do bloco, e estiveram estagnadas durante anos, mas a política comercial dos Estados Unidos acabou por dar força ao acordo, dada necessidade de procura de novos parceiros pela UE.
Em 2019 foi anunciado um acordo político em Bruxelas, mas o processo de ratificação pelos Estados-membros nunca chegou a avançar.
Com a assinatura formal, pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, marcada para dezembro de 2025, a pressões dos países que se opunham (a que se juntou a Itália, que entretanto alterou a posição para positiva) levou a um novo adiamento, para o próximo dia 12.
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