Estados Latino-Americanos e Caribenhos sem consenso sobre Venezuela
- 05/01/2026
Os participantes no encontro não tinham, de acordo com essas fontes, muita esperança de que se chegasse a uma posição comum sobre a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher, Cilia Flores, bem como sobre o bombardeamento de várias instalações militares do país.
A CELAC, cuja presidência rotativa é detida pela Colômbia, reúne todos os Estados da América Latina e, portanto, nela participam governos que se têm manifestado de forma diametralmente oposta sobre a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Por um lado, no campo da direita, os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Equador, Daniel Noboa; e de El Salvador, Nayib Bukele, celebraram a queda de Maduro, a quem rotularam de "narcoterrorista", em linha com o vocabulário usado pelo Governo norte-americano liderado por Donald Trump.
Do outro lado, das fileiras da esquerda, os líderes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; do Chile, Gabriel Boric; da Colômbia, Gustavo Petro; e do México, Claudia Sheinbaum, condenaram a ação.
Lula da Silva, líder da maior potência regional, afirmou no sábado que a operação militar dos EUA "ultrapassa uma linha inaceitável" e representa uma "ofensa gravíssima à soberania" da Venezuela.
A reunião, de caráter ministerial e urgente, foi solicitada pelo Governo brasileiro e realizou-se por videoconferência.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", como foi descrito por Donald Trump, para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar norte-americana poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
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