"Espero que um dia possamos atribuir o Nobel da Paz a Trump", diz Meloni

  • 23/01/2026

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou esta sexta-feira que espera que, um dia, o Prémio Nobel da Paz seja entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobretudo se conseguir "estabelecer uma paz justa e duradoura na Ucrânia".

 

"Espero que um dia possamos atribuir o Prémio Nobel da Paz a Donald Trump", disse Meloni em declarações aos jornalistas numa conferência de imprensa, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz.

"Acredito que, se ele fizer a diferença na conquista de uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, também poderemos nomear Donald Trump para o Prémio Nobel da Paz", acrescentou.

A posição de Meloni surgiu após o presidente norte-americano ter assinado, na quinta-feira, a carta de criação do Conselho da Paz, em Davos, na Suíça, momentos depois de ter garantido que o organismo iria trabalhar "em coordenação" com as Nações Unidas.

"A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial", anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.

Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, disse a Casa Branca na terça-feira, mas Donald Trump convidou hoje todos os países a aderir à organização.

O líder norte-americano reafirmou que o Conselho da Paz vai começar por se focar em Gaza, mas depois terá uma atuação global.

"Penso que podemos expandir para outras áreas, pois, à medida que tivermos sucesso em Gaza - e teremos muito sucesso em Gaza -, podemos fazer inúmeras outras coisas. Uma vez que este conselho esteja completamente formado, podemos fazer praticamente o que quisermos", afirmou Trump.

Apesar de ter prometido trabalhar "em conjunto com as Nações Unidas", Trump criticou a ONU por "não ter feito o suficiente" historicamente.

"Penso que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui pode ser algo muito, muito singular para o mundo", referiu, acrescentando querer "trabalhar com muitas nações, incluindo as Nações Unidas".

Trump tem sido muito crítico da ONU e retirou os EUA de várias organizações internacionais, tendo expressado recentemente a ambição de que o novo conselho internacional possa replicar, se não competir com a ONU, como um mediador internacional.

Apesar da ambição global, o logótipo do Conselho da Paz retrata apenas a América do Norte e partes da América do Sul.

Muitos dos aliados dos EUA na Europa rejeitaram participar no conselho, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, e muitos outros ainda não responderam ao convite, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia.

Da UE, apenas a Hungria participa na criação da organização, bem como Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros.

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O grupo islamita palestiniano Hamas instou hoje o Conselho da Paz, criado hoje por iniciativa do Presidente norte-americano, Donald Trump, a obrigar Israel a cumprir o plano de 20 pontos que antecedeu o cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Lusa | 21:34 - 22/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2925281/espero-que-um-dia-possamos-atribuir-o-nobel-da-paz-a-trump-diz-meloni#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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