Escolas reabrem depois de nove dias fechadas no Irão
- 18/01/2026
"Todas as escolas do país estão abertas", anunciou o Ministério da Educação iraniano, informou a televisão estatal.
O ministério, no entanto, indicou que em algumas províncias, e unicamente por motivos meteorológicos, o ensino será ministrado de forma virtual através de aplicações locais, já que a internet global continua cortada desde 08 de janeiro.
Quanto ao ensino secundário, o ministério precisou que os exames serão realizados conforme o calendário previsto.
Em relação às universidades, um dos cenários dos protestos desde os primeiros dias de janeiro, as mesmas permanecem fechadas com o adiamento dos exames de fim de semestre, sem data para a sua realização.
As autoridades iranianas anunciaram o encerramento das instituições de ensino em 10 de janeiro, depois de os protestos antigovernamentais terem atingido o auge na quinta-feira, 8 de janeiro, e foram recebidos com dura repressão, que, segundo a ONG de oposição Iran Human Rights, com sede em Oslo, causou mais de 3.400 mortes.
No sábado, o líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, reconheceu a morte de "vários milhares de pessoas" durante as mobilizações, e responsabilizou os Estados Unidos, instigador dos protestos segundo Teerão.
Além disso, o Irão cortou todas as comunicações e a internet global em 08 de janeiro, quando os protestos se intensificaram.
Os protestos começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerão fecharam os seus negócios devido à queda do rial, mas logo se espalharam por todo o país com gritos de "Morte à República Islâmica" e "Morte a Khamenei".
Após vários dias de calma nas ruas, a República Islâmica restabeleceu no sábado o funcionamento dos SMS dentro do país, alguns dias depois de as chamadas internacionais terem sido reativadas, embora apenas de saída.
Leia Também: Dezenas em frente à AR denunciaram "a repressão no Irão". As imagens














