Epstein? Starmer promete lutar pelo cargo após polémica com Mandelson
- 10/02/2026
A autoridade do primeiro-ministro junto do seu próprio Partido Trabalhista foi abalada pelas repercussões da publicação de arquivos relacionados a Epstein.
Alguns legisladores do Partido Trabalhista de centro-esquerda pediram que o primeiro-ministro renunciasse, por sua decisão, de nomear Peter Mandelson para o cargo diplomático de alto nível em 2024, apesar de seus laços com o criminoso sexual condenado nos Estados Unidos da América.
O líder do Partido Trabalhista na Escócia, Anas Sarwar, juntou-se hoje a esses apelos, dizendo que "houve muitos erros" e que "a liderança em Downing Street tem de mudar".
O chefe de gabinete de Starmer e o seu diretor de comunicação também se demitiram em rápida. Mas Starmer insistiu que não se demitirá.
"Todas as lutas em que já participei, ganhei", afirmou aos deputados trabalhistas numa reunião no Parlamento.
"Não estou preparado para abandonar o meu mandato e a minha responsabilidade para com o meu país", acrescentou.
Depois de Sarwar ter falado, colegas seniores --- incluindo aqueles apontados como potenciais adversários --- reuniram-se para apoiar Starmer.
O vice-primeiro-ministro David Lammy escreveu na rede social X: "Não devemos deixar que nada nos distraia da nossa missão de mudar a Grã-Bretanha e apoiamos o primeiro-ministro nessa tarefa".
A secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, colocou um post a dizer: "Neste momento crucial para o mundo, precisamos da sua liderança não apenas em casa, mas também no cenário global".
A ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner, uma potencial sucessora, disse "[Starmer]tem todo o meu apoio".
Legisladores que o apoiam disseram que Starmer conquistou uma multidão inquieta quando se dirigiu a dezenas de membros do Partido Trabalhista no Parlamento na noite de segunda-feira, a portas fechadas.
"É claro que houve momentos difíceis", afirmou o parlamentar Chris Curtis. "Mas ele realmente conquistou a sala".
Starmer demitiu Mandelson em setembro passado, depois que e-mails foram publicados que demonstravam que ele manteve uma amizade com Epstein após a condenação do financeiro em 2008 por crimes sexuais envolvendo um menor.
Os críticos dizem que Starmer deveria saber melhor do que ninguém que não deveria nomear Mandelson.
O político trabalhista de 72 anos é uma figura controversa, cuja carreira foi manchada por escândalos envolvendo dinheiro ou ética.
Uma nova série de arquivos sobre Epstein divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos na semana passada revelou mais detalhes sobre o relacionamento e colocou nova pressão sobre Starmer.
Starmer pediu desculpas na semana passada às vítimas de Epstein e disse que lamentava "ter acreditado nas mentiras de Mandelson".
Além disso, o chefe do executivo britânico prometeu divulgar a documentação relacionada com a nomeação de Mandelson, que, segundo o governo, mostrará que o embaixaodr enganou as autoridades sobre os seus laços com Epstein.















