Enviado russo reúne-se com negociadores norte-americanos em Miami
- 31/01/2026
"As conversações começaram cedo, às 08h00 da manhã [13h00 em Lisboa]", disse a fonte, sem fornecer detalhes sobre a agenda ou a composição das delegações.
Anteriormente, na sua conta na rede Instagram, Dmitriev, que tem liderado do lado de Moscovo as negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos, afirmou estar "de volta" a Miami, quando se mantém em aberto a possibilidade de uma nova reunião trilateral, no domingo em Abu Dhabi.
Russos, ucranianos e norte-americanos iniciaram uma ronda de conversações em 23 e 24 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos sobre o plano proposto por Washington para pôr fim a quase quatro anos do conflito iniciado em fevereiro de 2022, com a invasão russa da Ucrânia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, observou no entanto na sexta-feira que as conversações ainda estavam paralisadas devido à questão do futuro dos territórios no leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo.
A Rússia pretende que as forças ucranianas se retirem das zonas da região do Donbass que ainda controlam, uma exigência repetidamente recusada por Kiev.
"Até agora, não conseguimos chegar a acordo sobre a questão territorial, especialmente no que diz respeito a uma parte do leste da Ucrânia", indicou o lider ucraniano.
Segundo Zelensky, a Rússia também suspendeu as trocas de prisioneiros, a última das quais ocorrida no ano passado. Este foi o único resultado concreto das últimas negociações russo-ucranianas, ao longo de 2025 em Istambul.
Do lado russo, o Kremlin confirmou na quinta-feira que o diálogo continua, sem comentar os detalhes do processo.
No mesmo dia, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que "muitos progressos" tinham sido feitos até então na frente diplomática.
O Kremlin anunciou na sexta-feira que aceitou um pedido do Presidente norte-americano para suspender os ataques contra infraestruturas energéticas até domingo, após os bombardeamentos russos paralisarem a rede elétrica da Ucrânia, já fragilizada por um inverno rigoroso que deverá agravar-se.
De acordo com o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, o objetivo é "criar condições favoráveis ??para a realização de negociações".
As autoridades ucranianas registaram pelo menos dois mortos na região de Donetsk, no leste do país, em consequência dos ataques lançados na última noite pela Rússia, que envolveram a utilização de mais de 85 drones, dos quais 64 foram neutralizados.
"Vinte destes dispositivos 13 localidades", segundo o Estado-Maior do Exército ucraniano, sem mencionar danos nas infraestruturas energéticas.
Volodymyr Zelenski confirmou hoje que a Ucrânia enfrenta cortes de energia em várias regiões, o que está a originar vários apagões, situação que já levou à interrupção da circulação do metro de Kiev.
O ministro da Energia, Denys Shmygal, esclareceu no Telegram que foi registada uma falha simultânea da linha de 400 quilovolts entre as redes elétricas da Roménia e da Moldova e da linha de 750 quilovolts entre o oeste e o centro da Ucrânia.
"Isto desencadeou uma interrupção em cascata em toda a rede elétrica da Ucrânia e ativou medidas automáticas de segurança nas subestações. As unidades nas centrais nucleares foram desenergizadas", relatou Shmygal, acrescentando que foram realizados cortes de energia de emergência nas regiões de Kiev e Jitomir, na Ucrânia central, e Kharkiv, no norte.
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