Emirados Árabes querem construir barragens em Moçambique

  • 05/02/2026

"Num dos encontros que tivemos com o ministro dos Negócios Estrangeiros (...) ele até foi além do que esperávamos quando falávamos das cheias, a dizer que o Governo dele está interessado em dar uma maior contribuição a Moçambique, basicamente na construção de barragens que permitam a retenção das águas, para que, em ocasiões futuras, nós não tenhamos que viver o mesmo drama de forma contínua", disse a primeira-ministra.

 

Em conferência de imprensa de balanço sobre a participação de Moçambique na Cimeira Global de Investimento em África, que decorre no Dubai, Levi disse que os dois países vão preparar, nos próximos dias, delegações para avançarem com a materialização da pretensão daquele país.

"Nós recebemos de bom grado esta manifestação muito objetiva da parte dos Emirados Árabes, certamente que vamos trabalhar com equipas dos dois países para ver onde construir, como, quando e qual será a duração dessas obras e esperamos que os benefícios se verifiquem", disse a governante moçambicana.

Nas mesmas declarações, Levi disse que os Emirados Árabes Unidos também manifestaram interesse em investir na agricultura, além de avançar com a colaboração e troca de experiências no domínio da administração estatal e função pública, cujo objetivo é aproximar os serviços ao cidadão.

"O nosso desafio é que cada cidadão encontre no Estado um parceiro certo, no sentido de que se procuro serviços públicos o Estado deve estar preparado para me servir e tenho que sair bem servido. É um desafio, sabemos que em Moçambique ainda temos muitos desafios, não são todas as instituições públicas que funcionam no seu estado ótimo, mas estamos a adotar medidas visando caminhar no sentido de ótimo", declarou.

O número de mortos nas cheias de janeiro em Moçambique subiu para 25, com 724.385 afetados, de acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Segundo informação da base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com informação até às 14:30 (12:30 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.392 famílias.

Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 147 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, além de 3.587 casas parcialmente destruídas, 885 totalmente destruídas e 166.081 inundadas, agravando os números anteriores.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 191 mortos, além de 291 feridos e de 845.144 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.

De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 77 centros de acomodação, com 78.407 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 229 unidades sanitárias e 323 escolas, 14 pontes e 3.783 quilómetros de estrada.

O registo do INGD aponta também para 440.906 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.783 agricultores, além da morte de 412.446 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

Leia Também: Cheias em Moçambique fizeram 25 mortos e afetaram 724 mil pessoas

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2933882/emirados-arabes-querem-construir-barragens-em-mocambique#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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