EI reivindica ataque a mesquita xiita que fez 31 mortos em Islamabade
- 07/02/2026
O EI indicou que um combatente local "disparou contra os guardas da mesquita que tentavam impedi-lo e, em seguida, detonou o seu colete suicida no meio da congregação", segundo a declaração do grupo armado citada pela organização de investigação antiterrorista especializada na monitorização de 'sites' islâmicos.
Uma explosão numa mesquita xiita do Paquistão matou hoje 31 pessoas e provocou, pelo menos, 169 feridos, nos arredores de Islamabade, segundo o balanço mais recente das autoridades locais.
Este é um raro atentado na capital do Paquistão, numa altura em que o Governo, aliado do Ocidente, luta para conter a onda de ataques terroristas em todo o país, noticiou a agência Associated Press (AP).
Imagens da televisão e das redes sociais mostraram polícias e moradores a transportar os feridos para hospitais próximos.
Alguns dos feridos no ataque à extensa mesquita de Khadija Al-Kubra estavam em estado grave.
Embora os ataques não sejam tão frequentes em Islamabade, o Paquistão tem registado um aumento da violência militante nos últimos meses, em grande parte atribuída a grupos separatistas baluchis e aos talibãs paquistaneses, conhecidos como Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que são um grupo separado, mas aliado aos talibãs do Afeganistão.
Uma filial regional do grupo Estado Islâmico também tem atuado no país.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Mohammad Asif, divulgou na rede social X que as conclusões preliminares sugerem que o bombista suicida se deslocava entre o Paquistão e o Afeganistão.
Asif disse que os seguranças da mesquita tentaram intercetar o suspeito, que abriu fogo sobre eles e depois detonou os seus explosivos entre os fiéis.
O Afeganistão, através do Ministério da Defesa, condenou o ataque à mesquita em Islamabad e defendeu que o ministro da Defesa paquistanês associou o ataque ao Afeganistão de forma "irresponsável".
O Paquistão acusa frequentemente o Afeganistão, onde os talibãs retomaram o poder em Agosto de 2021, durante a retirada das tropas norte-americanas e da NATO após 20 anos de guerra, de abrigar militantes e membros talibãs paquistaneses. Cabul nega a acusação.
O ataque foi também condenado pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia. Condolências e condenações foram também expressas por várias embaixadas em Islamabad.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente o ataque sublinhando que "os responsáveis devem ser identificados e levados à justiça".















