Dois turistas turcos (e motorista) mortos na Etiópia. "Ato hediondo"
- 13/01/2026
O ataque, que ocorreu no distrito de Suri, a cerca de 330 quilómetros da capital Adis Abeba, foi lançado por "bandidos pastores", na qualificação das autoridades, na segunda-feira de manhã, informaram as mesmas fontes atraves da uma rede social.
As autoridades regionais afirmaram estar a conduzir uma "vasta operação de manutenção da ordem" para "perseguir e levar à justiça os bandidos que cometeram este ato hediondo".
Muitos criadores de gado seminómadas, principalmente das tribos Suri e Surmas, vivem no sudoeste da Etiópia, uma região normalmente tranquila e afastada dos circuitos turísticos. Muitos estão armados para poderem defender os seus rebanhos.
A Etiópia, que em 2022 saiu de uma sangrenta guerra civil na região norte de Tigray, tenta atrair turistas internacionais para diversificar a sua economia.
Mas os seus principais locais turísticos estão situados no norte do país, onde reinam a violência e a insegurança, e as tensões também continuam acentuadas no Tigray.
A guerra civil devastou o Tigray entre 2020 e 2022, opondo os rebeldes da Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF) às forças federais, apoiadas por milícias locais e pelo Exército da Eritreia.
O conflito provocou 600 mil mortos, segundo dados da União Africana, e de acordo com as Nações Unidas um milhão de pessoas continuam deslocadas na sequência da guerra.
Em Oromia, uma vasta região que rodeia a capital - Adis Abeba - e que alberga cerca de um terço da população do país, as forças federais combatem também o Exército de Libertação Oromo (OLA, na sigla em inglês), considerado uma "organização terrorista" desde 2018.
Em Amhara, norte, as milícias de "autodefesa" do grupo étnico Amhara, que primeiro se tinham aliado ao exército federal contra as forças da TPLF, pegaram em armas em abril de 2023 contra o Governo, em protesto contra as autoridades federais, que impuseram o desarmamento.
Grandes extensões de território continuam fora do controlo das autoridades federais, particularmente nas zonas rurais de Amhara e Oromia, mas também em Ogaden, ou região Somali, que faz fronteira com Afar e Oromia.
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