Dois petroleiros atingidos por 'drones' em porto russo no Mar Negro
- 14/01/2026
A empresa petrolífera e de gás cazaque KazMunayGaz informou que um 'drone' ucraniano atacou um petroleiro que aguardava carregamento no terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (KTK), em Novorossiysk.
Do ataque ao navio 'Matilda' - fretado pela Kazmortransflot, uma subsidiária da KazMunayGaz - resultou numa explosão, que não provocou incêndio, afirmou a empresa no seu canal de Telegram.
A empresa adiantou que "não há vítimas entre a tripulação" e que "de acordo com as estimativas preliminares, o navio continua em condições de navegar e não foram observados danos estruturais graves".
O Ministério da Energia do Cazaquistão confirmou o incidente e revelou que o petroleiro "Delta Harmony" também foi atacado enquanto aguardava para ser carregado.
As tripulações de ambas as embarcações saíram ilesas, confirmaram as autoridades.
Este é o quarto ataque contra o Consórcio Oleoduto do Cáspio (CPC, na sigla em inglês), depois da estação de bombagem de Kropotkinskaya e dos escritórios em Novorossiysk.
O terminal do CPC, onde termina um dos maiores oleodutos do mundo e por onde transita aproximadamente 80% do petróleo do Cazaquistão, já foi alvo de quatro ataques em 2025.
A 29 de novembro, um 'drone' marítimo atingiu um terminal de carga no porto russo de Novorossiysk causando danos consideráveis e prejuízos entre 70 e 100 milhões de dólares para o Cazaquistão.
O consórcio CPC integra grandes empresas do Cazaquistão, Estados Unidos, Rússia e vários países europeus, e acusou a Ucrânia de "ameaçar os interesses dos países participantes".
A 30 de novembro, as autoridades cazaques pediram à Ucrânia que cessasse os ataques ao terminal do CPC.
Paralelamente, o Ministério dos Assuntos Marítimos da Grécia informou hoje à AFP que dois petroleiros gregos foram atingidos por 'drones' perto do porto russo de Novorossiysk, sem sofreram danos graves.
Atenas não especificou a origem dos aparelhos não tripulados.
O Matilda e o Delta Harmony - operados por duas empresas gregas e ostentando bandeiras maltesa e liberiana, respetivamente - "foram atacados por dois 'drones', mas não sofreram danos graves", afirmou um porta-voz do ministério.
Kiev ainda não se pronunciou sobre as alegações de estar na origem do ataque.
Os ataques russos e ucranianos contra embarcações civis têm vindo a aumentar nas últimas semanas.
Na segunda-feira, a Ucrânia acusou a Rússia de utilizar 'drones' para atacar dois navios cargueiros com bandeiras do Panamá e de San Marino, que se encontravam junto a um porto ucraniano no Mar Negro, ferindo uma pessoa.
Vários ataques semelhantes já tinham ocorrido anteriormente, assim como ataques russos à infraestrutura portuária ucraniana.
Kiev, por sua vez, reivindicou a responsabilidade, no início de dezembro, pelos ataques a três petroleiros ligados à Rússia no Mar Negro e no Mediterrâneo.
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