Detido participante em ataque que matou 4 americanos em Benghazi em 2012
- 06/02/2026
Em conferência de imprensa, Bondi declarou que Zubayr Al-Bakoush aterrou na base aérea conjunta de Andrews, no estado de Maryland, às 03h00 locais de hoje (08h00 de Lisboa).
"Nunca deixámos de procurar justiça por aquele crime contra a nossa nação", declarou Bondi.
A procuradora federal Jeanine Pirro indicou que Al-Bakoush foi indiciado por oito crimes, entre os quais os assassínios do embaixador Chris Stevens e do funcionário do Departamento de Estado Sean Smith. Não ficou claro se Al-Bakoush tinha um advogado a representá-lo.
O ataque de 2012 ao complexo norte-americano em Benghazi tornou-se de imediato uma questão política polémica, com os republicanos a questionarem o então Presidente democrata, Barack Obama, e a sua secretária de Estado, Hillary Clinton, sobre a segurança nas instalações, a resposta militar à violência e a narrativa em constante alteração do Governo sobre quem era responsável e porquê.
Um relatório definitivo de um painel do Congresso liderado por republicanos culpou o Governo Obama por deficiências na segurança naquele posto avançado norte-americano na Líbia e pela resposta lenta aos ataques.
Não foi, contudo, identificada qualquer irregularidade cometida por Clinton, que desvalorizou o documento, classificando-o como um eco de investigações anteriores sem novas descobertas e afirmando ser "tempo de seguir em frente".
Outros democratas criticaram o relatório dos republicanos, descrevendo-o como "uma teoria da conspiração sob o efeito de esteroides"
Na noite de 11 de setembro de 2012, as autoridades norte-americanas relataram que pelo menos 20 membros de milícias armados com AK-47 e lança-granadas invadiram o complexo do consulado e incendiaram edifícios.
O incêndio levou à morte de Stevens e Smith. Outros funcionários do Departamento de Estado fugiram para uma instalação norte-americana próxima, conhecida como "o anexo".
Um grande grupo reuniu-se para um ataque ao anexo. Esse ataque, que contou com um bombardeamento com morteiros de precisão, resultou na morte dos agentes de segurança Tyrone Woods e Glen Doherty.
Um membro de uma milícia líbia suspeito de ser o mentor dos ataques, Ahmed Abu Khattala, foi capturado pelas forças especiais norte-americanas em 2014 e levado para Washington para ser julgado.
Foi condenado e está a cumprir pena de prisão. Os seus advogados argumentaram que as provas eram inconclusivas e que foi alvo de perseguição por causa das suas crenças muçulmanas ultraconservadoras.
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