Delcy Rodríguez demitiu general após captura de Nicolás Maduro
- 08/01/2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu, na quarta-feira, Javier Marcano Tábata, o general que liderava a guarda de honra presidencial e que não conseguiu proteger Nicolás Maduro durante a operação militar dos Estados Unidos, na madrugada de sábado.
Delcy Rodríguez está a promover uma reformulação do círculo íntimo de Nicolás Maduro, sendo a demissão do general a primeira grande mudança, que acontece depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado a agora presidente interina de que poderia enfrentar um "destino pior que Maduro", caso não cumpra as exigências dos EUA.
Tudo indica, de acordo com a BBC, que Javier Marcano Tábata terá assumido a culpa pela captura de Nicolás Maduro - que aconteceu no dia 3 de janeiro -, uma vez que é o comandante da guarda de honra presidencial da Venezuela.
A guarda de honra presidencial, note-se, é a força militar que fornece os guarda-costas para protegerem o chefe de Estado.
Rodríguez foi empossada na segunda-feira
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, tomou posse, na segunda-feira, como presidente interina da Venezuela, depois de ter prestado juramento perante a Assembleia Nacional.
"É com pesar que aqui estou, pelo rapto de dois heróis que estão reféns nos Estados Unidos [Maduro e a mulher, Cilia Flores] (...) Tenho também a honra de prestar juramento em nome de todos os venezuelanos", declarou Delcy Rodríguez.
Quem é Delcy Rodríguez?
Mulher de confiança de Nicolás Maduro, com ligações ao patronato e agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma-se como o rosto pragmático da transição perante os Estados Unidos, se Washington trabalhar com a administração do ex-presidente venezuelano.
Nomeada no sábado pelo Supremo Tribunal, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, era vice-presidente desde 2018 e é a primeira mulher na história do país a liderar o executivo.
Maduro já foi presente a tribunal e declarou-se "inocente"
Nicolás Maduro declarou-se, na segunda-feira, inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova Iorque, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.
"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado", afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi presente, pela primeira vez, a um juiz de Nova Iorque e dois dias depois de ter sido detido em Caracas no âmbito de uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.
A próxima audiência está marcada para 17 de março.

















