Corina diz que amnistia na Venezuela resulta de "pressão real" dos EUA

  • 31/01/2026

"Não é algo que o regime quisesse fazer voluntariamente, mas sim o resultado da pressão real do Governo dos Estados Unidos. Espero que seja assim e que os mais de 700 presos que ainda permanecem nos centros de tortura na Venezuela possam estar com as suas famílias muito em breve", afirmou na sexta-feira.

 

Machado fez as declarações na palestra "Hablemos de Venezuela [Vamos falar da Venezuela]" com o jornalista Michael Stott no Hay Festival de Cartagena das Índias.

Delcy Rodríguez anunciou na sexta-feira uma lei de amnistia geral no país, para libertar os presos políticos detidos desde 1999 até ao presente, período que abrange os governos chavistas.

"Quero anunciar que decidimos promover uma lei de amnistia geral que abrange todo o período de violência política desde 1999 até ao presente", frisou Rodríguez na cerimónia de abertura do ano judicial no Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), transmitida pelo canal estatal VTV.

Delcy Rodríguez propõe

Delcy Rodríguez propõe "lei de amnistia geral" para presos políticos

A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou na sexta-feira uma lei de amnistia geral na Venezuela, para libertar os presos políticos detidos desde 1999 até ao presente, período que abrange os governos chavistas.

Lusa | 06:16 - 31/01/2026

Machado, Nobel da Paz de 2025, disse ainda que, na Venezuela, "o aparelho repressivo do regime é brutal" e "tem respondido aos interesses das múltiplas forças criminosas que compõem o regime".

"Vivemos 27 anos de um processo brutal, de perseguição, de repressão, de silenciamento das vozes de todos os cidadãos, sejam eles jornalistas, ativistas de direitos humanos, donas de casa, estudantes, professores, médicos, economistas e, claro, líderes políticos", afirmou.

A líder da oposição acrescentou que na Venezuela "há presos políticos que estão há 23 anos na prisão", como é o caso de três polícias, e há outros "que desapareceram".

Disse ainda que nas semanas após 03 de janeiro, quando um ataque militar dos Estados Unidos depôs o Presidente Nicolás Maduro, foram detidas cerca de 16 pessoas.

María Corina Machado lamentou que os venezuelanos tenham confiado no chavismo, que chegou ao poder em 1999, e tenham subestimado "a capacidade destrutiva do regime".

"Subestimámos a magnitude da rede criminosa que se foi configurando na Venezuela, subestimámos as cumplicidades que se foram forjando", acrescentou.

No entanto, Corina Machado disse que, nos últimos anos, os venezuelanos conseguiram persuadir e convencer o mundo de que era preciso fazer algo para combater o chavismo.

"Acredito que a situação da Venezuela, após mais de 400 mil mortos nestes 27 anos com armas de guerra violentas, mais de 20 mil execuções extrajudiciais e mais de 18 mil detenções políticas apenas após a chegada de Maduro ao poder [2013], representa um questionamento fundamental à ordem democrática global", afirmou.

Leia Também: Venezuela: Televisão rompe censura e transmite palavras de Maria Corina

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2929909/corina-diz-que-amnistia-na-venezuela-resulta-de-pressao-real-dos-eua#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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