Copenhaga e Nuuk propõem missão de vigilância da NATO na ilha do Ártico

  • 19/01/2026

"Nós propusemos isso, o secretário-geral também tomou nota e acho que agora podemos, esperamos, obter um quadro que defina como isso pode ser concretizado", disse Troels Lund Poulsen, na presença da ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, em declarações transmitidas pela televisão dinamarquesa, sem adiantar mais pormenores do encontro.

 

O ministro da Defesa dinamarquês limitou-se a indicar que "o secretário-geral da NATO tomou em consideração" o pedido.

"Espero que possamos chegar a um acordo sobre como essa missão em torno da Gronelândia e do Ártico poderá ser levada a cabo", afirmou Poulsen.

Nos últimos dias, militares de vários países membros da NATO chegaram à Gronelândia para integrar o exercício "Arctic Endurance", que se concentra na defesa do flanco norte da Aliança Atlântica, embora se tratem de manobras lideradas pela Dinamarca e não de uma missão específica da organização.

O ministro da Defesa dinamarquês considerou que a missão liderada pela Dinamarca não fracassou, num momento em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - que assume querer tomar posse da ilha ártica a bem ou a mal diante da suposta ameaça da Rússia e da China na região - ameaçou com tarifas os oito países que participaram nas manobras militares.

"Nada falhou em termos de garantir uma maior presença dos aliados da NATO na Gronelândia", adiantou, salientando que se trata de uma "estratégia clara", uma vez que a Dinamarca pretende assumir uma maior responsabilidade pela segurança comum no Ártico.

"O exercício foi comunicado de forma bastante aberta, pelo que não foi uma surpresa, nem mesmo para a administração norte-americana", acrescentou.

Poulsen sublinhou que a Dinamarca continuará a tentar manter um diálogo com os Estados Unidos sobre a Gronelândia e o Ártico.

"Não será a Comunidade do Reino [da Dinamarca] que desistirá de insistir no diálogo", continuou.

Poulsen também considerou que Rutte demonstrou-se empenhado em ouvir a posição dinamarquesa e que "está plenamente consciente do desafio" que enfrentam.

"Se os Estados Unidos se retirassem amanhã da NATO teríamos um enorme desafio para nos defendermos por nós próprios", salientou, embora insistisse que algumas declarações do Presidente norte-americano são "realmente ofensivas".

Nas últimas semanas, Rutte optou por não avaliar as tensões criadas pelo desejo de Trump de assumir o controlo da Gronelândia, concentrando-se antes na importância da segurança no Ártico.

O secretário-geral da Aliança Atlântica disse no domingo, após as ameaças tarifárias de Trump, que falou com o líder norte-americano sobre a situação de segurança na Gronelândia e no Ártico, acrescentando que iriam continuar a trabalhar em conjunto.

Donald Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca (membro da NATO), considerando que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos norte-americanas seria inaceitável.

A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.

Leia Também: Gronelândia? Portugal defende "resposta unida e bastante forte"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2922383/copenhaga-e-nuuk-propoem-missao-de-vigilancia-da-nato-na-ilha-do-artico#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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