Contagem parcial dá vantagem a candidata presidencial de direita na Costa Rica
- 02/02/2026
De acordo com a primeira atualização por parte do Tribunal Supremo Eleitoral, divulgada no domingo, a politóloga de 39 anos, candidata pelo Partido Soberano do Povo, atualmente no poder, lidera com 53,1% dos votos válidos, numa altura em que estão apuradas 31,14% das urnas.
O candidato presidencial do Partido da Libertação Nacional, de centro-direita, o economista Álvaro Ramos, de 42 anos, está em segundo lugar, com 30% dos votos.
A oposição está representada por 19 candidatos, entre os quais Ramos e a ex-primeira-dama centrista Claudia Dobles.
Fernández, defensora de uma linha dura no combate à violência relacionada com o tráfico de droga, precisa de obter pelo menos 40% do votos para vencer a eleição à primeira volta. Caso contrário, será realizada um segunda volta em 05 de abril.
A Costa Rica foi durante muito tempo um dos países mais seguros da América Latina, mas enfrenta atualmente a rápida expansão do tráfico de droga.
A taxa de homicídios atingiu um recorde histórico de 17 por 100 mil habitantes durante a liderança do popular Presidente cessante Rodrigo Chaves, com o Governo a acusar o sistema judicial de permitir que os criminosos ajam impunemente.
As autoridades atribuem a maioria dos assassínios ao tráfico de droga.
Em 15 de janeiro, Chaves lançou a primeira pedra de uma mega-prisão na Costa Rica, inspirada pelo exemplo de El Salvador, cujo líder, Nayib Bukele, esteve presente na cerimónia.
A ex-ministra Fernández procura também conquistar uma larga maioria no parlamento para lançar uma revisão da Constituição e dos poderes do Estado, incluindo uma reforma do sistema judicial, como fez Bukele.
Cerca de 3,7 milhões de cidadãos foram convocados às urnas no domingo, para eleger o chefe de Estado e os membros do parlamento, para um mandato de quatro anos.
Nascida na costa do Pacífico, Fernández especialista em políticas públicas descreve-se como liberal na economia e conservadora na sociedade.
Embora a taxa de pobreza tenha descido de 18% em 2024 para 15,2% em 2025, a Costa Rica continua entre os seis países mais desiguais da América Latina, segundo o coeficiente de Gini.
A oposição teme que, se Laura Fernández vencer, Chaves continue a governar este país de 5,2 milhões de habitantes nos bastidores.
"Garantirei sempre a estabilidade democrática", declarou o atual Presidente no domingo, depois de votar.
O ex-presidente Oscar Arias, vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1987, declarou que "a sobrevivência da democracia está em causa".
"A primeira coisa que os ditadores querem é reformar a Constituição para se manterem no poder", afirmou.
"Aqui não há ditadura", respondeu Chaves na mesma sequência de declarações aos jornalistas no domingo.
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