"Comovente". Jovem ferida em Crans-Montana reconhece os pais após coma

  • 23/01/2026

Elsa, uma jovem italiana de 15 anos que sofreu queimaduras graves na tragédia de Crans-Montana, na noite de Passagem de Ano, e estava em coma induzido desde então, já acordou e reconheceu os pais.

 

Os pais da adolescente falam num "momento emocionante", mas admitem que "a luta está só a começar", já que o prognóstico continua reservado.

"Foi breve, mas muito intenso. Ela mostrou-nos que estava consciente. Mas a luta está a apenas a começar. O prognóstico continua reservado e muito delicado", afirmaram em declarações ao jornal italiano Il Corriere della Sera, acrescentando que Elsa continua medicada. "Noutras ocasiões, ela acordou e chorou. Desta vez, reconheceu-nos. É um passo importante, mas será um caminho muito difícil e longo, do qual ela está cada vez mais consciente."

A jovem italiana, natural de Biella, sofreu queimaduras graves quando comemorava a Passagem de Ano no bar-discoteca Le Constellation, na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça.

Hospitalizada em Zurique, Elsa tem 60% do corpo queimado e passou 22 dias em coma induzido. Contudo, está ainda muito fraca para ser transferida para outro hospital, tal como aconteceu com outras vítimas, que foram entretanto transferidas para unidades nos seus países.

A jovem ainda terá de ser submetida a uma terceira cirurgia intestinal, que foi adiada devido a uma infeção bacteriana.

Quarenta pessoas morreram

O incêndio, recorde-se, deflagrou pelas 1h30 locais (00h30 em Lisboa) de quinta-feira, dia 1 de janeiro, seguindo-se uma explosão, no bar-discoteca Le Constellation, na estância de Crans-Montana. Segundo explicou a procuradora de Valais, "o fogo alastrou-se e, à medida que se intensificava, causou uma explosão generalizada".

No dia anterior ao acidente, o município de Crans-Montana teria proibido o uso de qualquer tipo de fogos de artifício, incluindo velas de foguete, segundo o The Telegraph, alertando para um risco de incêndio "extremamente elevado", devido a condições de seca na região.

Em declarações ao jornal suíço Tribune de Genève, há duas semanas, Jacques Moretti, um dos proprietários do Le Constellation, garantiu que "tudo foi feito de acordo com as normas" em vigor e, portanto, não foi cometida qualquer ilegalidade que possa ter resultado no incêndio.

O proprietário, que entretanto se encontra em prisão preventiva, adiantou ainda que o bar foi inspecionado "três vezes em dez anos". Ora, de acordo com a lei suíça, este número é bastante inferior ao suposto.

Já depois disso, Jacques e Jessica Moretti, a mulher, garantiram que não se "escusariam" no quadro do inquérito em curso.

"Estamos devastados e invadidos pelo desgosto", anunciaram os proprietários do bar, em comunicado recebido pela AFP, que constitui a primeira declaração pública do casal, depois da abertura de um inquérito que os visa por "homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndios por negligência".

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O papa Leão XIV comoveu-se hoje num encontro com familiares das vítimas do incêndio no bar na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas, incluindo uma portuguesa, recordando uma "catástrofe de extrema violência".

Lusa | 21:15 - 15/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2924942/comovente-jovem-ferida-em-crans-montana-reconhece-os-pais-apos-coma#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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