China opõe-se a acordos com "implicações soberanas" entre os EUA e Taiwan
- 16/01/2026
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou em conferência de imprensa que Pequim opõe-se de forma constante e firme" a que qualquer país que tenha estabelecido relações diplomáticas com a China assine acordos com Taiwan que tenham esse tipo de caráter.
Guo acrescentou que os Estados Unidos "devem cumprir efetivamente o princípio de 'uma só China' e os três comunicados conjuntos sino-americanos", em referência aos acordos assinados em 1972, 1979 e 1982 que regem o quadro das relações bilaterais entre os dois países.
A resposta surgiu depois de o porta-voz ter sido questionado sobre o acordo comercial anunciado na quinta-feira entre Washington e as autoridades de Taiwan, que inclui uma redução das tarifas sobre determinados produtos taiwaneses e compromissos de investimento em território norte-americano.
Pequim não se pronunciou sobre o conteúdo económico do pacto nem sobre as suas implicações industriais ou tecnológicas, e centrou a sua reação no plano político e diplomático.
As autoridades de Pequim consideram Taiwan como "parte inalienável" do território chinês e não descartam o uso da força para assumir o seu controlo, um dos objetivos de longo prazo traçados pelo Presidente chinês, Xi Jinping, após a sua chegada ao poder em 2012.
O governo de Taiwan, liderado pelo Partido Democrático Progressista, uma formação de tendência soberanista, desde 2016, defende que a ilha já é de facto um país independente e sustenta que o seu futuro só pode ser decidido pelos seus 23 milhões de habitantes.
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