China diz que atribuição de Grammy a dalai-lama foi "manobra política"
- 02/02/2026
Em conferência de imprensa em Pequim, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou que o 14.º dalai-lama "não é uma figura puramente religiosa", mas sim "um exilado político" que, segundo a posição oficial de Pequim, está envolvido há décadas em "atividades separatistas contrárias à China sob o pretexto da religião".
Pequim "opõe-se firmemente" à utilização deste tipo de prémios "como ferramenta para manobras políticas contra a China", vincou o porta-voz.
A reação surge após ter sido divulgado que dalai-lama, atualmente com 90 anos e a residir na cidade indiana de Dharamshala desde que se exilou em 1959, foi distinguido com um Grammy pelo audiolivro Meditations: The Reflections of His Holiness The Dalai Lama (Meditações: Reflexões de Sua Santidade o dalai-lama).
O líder espiritual do Tibete foi reconhecido internacionalmente com o Prémio Nobel da Paz, em 1989.
Pequim mantém há décadas uma posição particularmente dura em relação ao dalai-lama, que acusa de promover a independência do Tibete -- uma região que a China considera parte inalienável do seu território.
As autoridades chinesas defendem que os assuntos relativos ao Tibete, incluindo a eventual sucessão de dalai-lama, constituem "questões internas" e rejeitam qualquer tipo de ingerência estrangeira nesta matéria.
A posição de Pequim sobre o líder tibetano tem sido alvo de críticas recorrentes por parte de governos ocidentais e organizações internacionais de direitos humanos, que denunciam restrições à liberdade religiosa e cultural na região.
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