Chefe de gabinete de Starmer demite-se após polémica com Jeffrey Epstein
- 08/02/2026
"Após uma ponderação cuidadosa, decidi demitir-me do governo. A nomeação de Peter Mandelson foi um erro (...). Quando questionado, aconselhei o primeiro-ministro a avançar com esta nomeação e assumo total responsabilidade por este conselho", disse McSweeney num comunicado enviado à cadeia BBC.
Morgan McSweeney aconselhou o primeiro-ministro britânico a nomear Peter Mandelson, que é um lorde, como embaixador em Washington, apesar dos conhecidos laços deste com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
O futuro político do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pode estar comprometido depois de ter admitido que nomeou Peter Mandelson para embaixador nos Estados Unidos apesar da amizade deste com Jeffrey Epstein, mas a demissão não parece ser iminente.
Nos últimos dias, analistas e deputados trabalhistas dividiram-se no prognóstico sobre o resultado da última crise política a envolver o líder do Partido Trabalhista e chefe do Governo britânico, um dos menos populares na história do Reino Unido.
Starmer já estava sob pressão no início da semana devido à publicação de documentos do caso Epstein - acusado de múltiplos crimes de tráfico sexual de jovens mulheres e raparigas menores de idade -, que davam conta que Peter Mandelson encaminhou informações confidenciais ao milionário norte-americano enquanto era ministro do Comércio do então governo britânico trabalhista de Gordon Brown, em 2009.
A situação agravou-se na quarta-feira, quando o primeiro-ministro admitiu no parlamento que sabia que Mandelson manteve contacto com Jeffrey Epstein depois de este ter sido condenado em 2008 por aliciar uma rapariga de 14 anos para ter relações sexuais, e que mesmo assim aprovou a sua nomeação para embaixador nos Estados Unidos.
O primeiro-ministro reconheceu a seriedade do momento ao usar um discurso na quinta-feira para pedir desculpa publicamente às vítimas de Jeffrey Epstein por ter "acreditado nas mentiras de Mandelson" sobre a relação com o pedófilo norte-americano.
Na terça-feira, Mandelson, que é barão, anunciou a intenção de abandonar voluntariamente a Câmara dos Lordes.
Mandelson foi nomeado para a câmara alta do parlamento em 2008, mas suspendeu funções no final de janeiro de 2025, após a nomeação para embaixador britânico nos Estados Unidos, posição da qual foi demitido oito meses depois, em setembro, devido a revelações sobre as ligações a Epstein.
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