Capitão de petroleiro suspeito de pertencer à frota fantasma russa sob custódia
- 25/01/2026
Depois da operação de quinta-feira, em que os comandos foram transportados de helicóptero para o petroleiro, a justiça marselhesa assumiu o caso e iniciou as investigações por falta de pavilhão.
O petroleiro, com o nome Grinch, foi intercetado na quinta-feira e rebocado no sábado para o porto de Marselha-Fos, no sul de França.
Agora, o Ministério Público de Marselha colocou sob custódia o seu capitão, de 58 anos e nacionalidade indiana, enquanto a restante tripulação, também de nacionalidade indiana, continua a bordo do petroleiro, segundo uma fonte citada pela agência France-Presse (AFP).
O petroleiro Grinch, com 249 metros de comprimento, surge com este nome na lista de navios da frota fantasma russa sancionada pelo Reino Unido, mas com o nome Carl na lista estabelecida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.
Cerca de 598 navios suspeitos de pertencerem a esta frota fantasma estão sujeitos a sanções por parte da União Europeia.
O navio, conhecido pela alcunha Grinch, foi intercetado na manhã de quinta-feira em águas internacionais do Mar de Alborão, entre Espanha e o Norte de África e está ancorado no golfo de Fos, a cerca de 500 metros da cidade de Martigues e cercado por um navio da Marinha francesa e por duas lanchas da 'gendarmerie'.
O navio encontra-se sob sanções internacionais e é suspeito de operar sob falsa bandeira, tendo sido intercetado com a assistência de vários aliados da França, incluindo o Reino Unido, anunciou na quinta-feira o Presidente francês, Emmanuel Macron.
A operação decorreu a bordo do petroleiro, que tinha partido de Murmansk, um porto ártico no Mar de Barents, segundo a Prefeitura Marítima do Mediterrâneo.
A abordagem resultou na apresentação de um relatório à procuradoria de Marselha e na abertura de um inquérito judicial.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou a operação, agradecendo à França a determinação demonstrada para impedir que o petróleo russo continue a financiar a guerra.
Esta é a segunda operação deste tipo realizada por França, depois da interceção do petroleiro Boracay, no final de setembro, no Atlântico, desviado para o porto de Saint-Nazaire.
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